Europa Fillon recebe apoio de Juppé e termina semana reforçado no partido e nas sondagens

Fillon recebe apoio de Juppé e termina semana reforçado no partido e nas sondagens

Na última semana e apesar dos escândalos que envolvem Fillon, o candidato do centro-direita às presidenciais gaulesas recuperou parte do terreno perdido nas sondagens, reforçando a indefinição em torno do acto eleitoral marcado para Abril.
Fillon recebe apoio de Juppé e termina semana reforçado no partido e nas sondagens
Reuters
David Santiago 10 de março de 2017 às 12:20

A semana que agora termina foi positiva para François Fillon, candidato d’Os Republicanos às presidenciais francesas agendadas para Abril, que conseguiu reforçar a sua posição no partido e também nas sondagens e, já esta sexta-feira, 10 de Março, viu Alain Juppé conferir-lhe apoio.

 

Juppé anunciou esta manhã que apoia o candidato Fillon, o homem que derrotou o autarca de Bordéus nas primárias do principal partido do centro-direita. Alain Juppé disse que apesar de ser "só um passageiro, não abandono o barco no meio da tempestade". O também antigo primeiro-ministro era visto no seio d’Os Republicanos como a pessoa melhor posicionada para substituir Fillon na corrida ao Eliseu, contudo no início desta semana anunciou não estar disponível para se candidatar.

 

A tempestade a que Juppé se refere prende-se com os escândalos em torno de Fillon. Primeiro com a polémica relativa ao alegado recurso a dinheiros públicos para dar empregos fictícios a familiares directos, o que levou a autoridades judiciárias a iniciarem uma investigação formal ao candidato que, dando o dito por não dito, não se retirou da corrida presidencial como afiançara se tal se viesse a concretizar.

 

E já durante esta semana, foi noticiado que o antigo primeiro-ministro durante a presidência de Nicolas Sarkozy, é suspeito de ter recebido um empréstimo de 50 mil euros, isento de juros, que não declarou como exigido aos deputados franceses.

 

O anúncio hoje feito por Juppé junta-se à agora maior coesão do centro-direita francês no que ao nome de Fillon diz respeito. Uma vez que não abandonou a corrida presidencial, um bom resultado de François Fillon é visto como essencial para evitar a desagregação dos conservadores gauleses. Mesmo o partido decidiu, apesar dos escândalos, manter o apoio, "por unanimidade", a Fillon.

 

Fillon termina também esta semana a recuperar nos estudos de opinião, tendo estabilizado nas últimas sondagens nos 20% das intenções de voto. Isto depois de o candidato ter recuado na semana passada para 17%.

 

Ainda assim, num processo eleitoral em que são cada vez mais as dúvidas do que as certezas, Marine Le Pen, da Frente Nacional, e Emmanuel Macron, candidato centrista independente, surgem praticamente a par na liderança das sondagens divulgadas esta manhã, a primeira com 26% e o segundo com 25%, isto considerando os estudos da Opinion Way e da Ifop.

 

Sendo que na quinta-feira Macron conseguiu pela primeira vez, na sondagem da Harris Interactive, alcançar a dianteira nos estudos de opinião, atingindo 26% das intenções contra os 25 recolhidos por Le Pen. Le Pen parece ter presença certa na segunda volta prevista para Maio, embora todas as sondagens coincidam em atribuir a derrota à líder da FN seja contra qual for o candidato do espectro político mais moderado, Macron, Fillon ou mesmo Benoît Hammon, candidato do PS francês. 




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comentários mais recentes
Not 10.03.2017

Notícia errada! Foi Sarkozy que deu o seu apoio esta semana, Juppé foi ao contrário! ai ai

Kin 10.03.2017

A Le Pen vai ganhar. É só esperar. Eu já apostei e apostei forte.

gbfabiao 10.03.2017

Já agora e para evitar a parcialidade da noticia, o Fillon não "deu o dito por não dito" como está no artigo, pois o que ele disse foi que se fosse arguido por causa da situação da mulher é que se retirava da corrida. Ora ele não é arguido nem nada que se pareça, apenas foi lançada uma investigação ao caso e ainda nem há decisão se é para avançar ou não com isso, por isso se chama investigação e não acusação.

Bela 10.03.2017

As sondagens nao valem nada quando nao agradam

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