Aviação Fim do financiamento público à TACV só depois de reestruturação

Fim do financiamento público à TACV só depois de reestruturação

O ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, esclareceu hoje que os subsídios públicos à companhia aérea TACV só terminarão depois da reestruturação da empresa, que durante um período de transição continuará a ser financiada pelo Estado.
Fim do financiamento público à TACV só depois de reestruturação
Carlos Pinto/Correio da Manhã
Lusa 12 de maio de 2017 às 20:16

O porta-voz da reunião do Conselho de Ministros, o ministro Luís Filipe Tavares anunciou quinta-feira a decisão de o Governo de não utilizar fundos públicos para continuar a subsidiar a empresa pública de aviação Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV).

 

Hoje o ministro das Finanças, Olavo Correia, responsável pelo processo de reestruturação da empresa com vista à sua privatização, esclareceu que a suspensão do financiamento só ocorrerá depois de concluída a reestruturação.

 

"Estamos a reestruturar para a partir de um certo momento o Estado deixar de financiar a empresa, mas há um processo de transição. Uma empresa com uma dívida acumulada de mais de 100 milhões de euros e que tem um passivo operacional importante vai precisar de uma intervenção do Estado nesse processo de reestruturação", disse Olavo Correia.

 

O ministro das Finanças falava à agência Lusa, na cidade da Praia, à margem de um encontro com representantes de organismos e estruturas que operam no porto da capital.

 

Olavo Correia reafirmou que Cabo Verde conta com o apoio do Banco Mundial e de outros parceiros internacionais na reestruturação, num processo que visa "evitar que o Estado continue a canalizar recursos importantes para a empresa".

 

"Estamos a reestruturar a operação doméstica, a operação internacional e manutenção para a partir do momento em que esteja concluída o Estado deixe de encaixar a empresa", disse.

 

Ressalvou, por outro lado, que existe "todo um passivo que o Estado tem que resolver".

 

"É uma empresa pública, várias dívidas foram contratadas com o aval do Estado e o Estado tem que assumir essa responsabilidade", afirmou.

 

"Estamos a trabalhar com parceiros internacionais que estão disponíveis para ajudar o Governo a encontrar uma solução para honrar todos os compromissos da empresa" num curto prazo de tempo, acrescentou.

 

Olavo Correia escusou-se a avançar quando foi feita e qual o montante da última injecção de fundos públicos na TACV, adiantando que o Estado continua a apoiar a empresa, mas que nos últimos tempos não "tem investido muito dinheiro".

 

Segundo dados avançados quinta-feira pelo Governo a TACV tem necessidades de financiamento de 18 a 30 milhões de euros, tendo a companhia perdido 22 milhões em 2014, 35 milhões em 2015 e aproximadamente 17 milhões de euros em 2016.




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