Banca & Finanças Finanças: Após aumento de capital, CGD fica "em condições sólidas"

Finanças: Após aumento de capital, CGD fica "em condições sólidas"

O Ministério das Finanças mostrou-se optimista quanto à situação da Caixa Geral de Depósitos assim que a sua recapitalização esteja concluída.
Finanças: Após aumento de capital, CGD fica "em condições sólidas"
Miguel Baltazar
Negócios 10 de março de 2017 às 19:44

O Ministério das Finanças congratulou-se com a decisão da Comissão Europeia de aprovar definitivamente o plano de recapitalização da Caixa, ao considerar que a injecção de 3,9 mil milhões de euros respeita as regras europeias.

 

"Depois de concluído o aumento de capital da CGD, agora autorizado pela Comissão Europeia, Portugal fica com o seu principal banco em condições sólidas, assim contribuindo para o fortalecimento do sistema financeiro do país e para a dinamização da economia portuguesa", salienta o Ministério de Mário Centeno em comunicado.

 

No mesmo documento, as Finanças sublinham que a decisão da Comissão Europeia - através da Direcção-Geral da Concorrência (DGComp) - quanto à estratégia de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos é configurada "considerando que a mesma será feita em condições de mercado, isto é, não constituindo um novo auxílio de Estado".

 

"A recapitalização da CGD assenta num plano de negócio que garante a sua competitividade. Esse plano considera uma reorganização do banco com o objectivo de recuperar a rentabilidade de longo prazo, através de um aumento de eficiência, da redução de custos, do reforço da gestão de riscos, da modernização da sua estrutura comercial e do reforço do seu modelo de governação", acrescenta.

 

A Comissão Europeia considera que o plano de negócio a implementar assegurará um retorno adequado para o accionista Estado em condições idênticas às que seriam aceites por um investidor privado, refere ainda o comunicado.

 

A primeira parte do aumento de capital foi concretizada em Janeiro deste ano com a transferência das acções da ParCaixa para a CGD no valor de 500 milhões de euros e de instrumentos de capital contingentes (CoCo) subscritos pelo Estado, incluindo juros corridos e não pagos, no valor de 945 milhões de euros. A próxima fase deste processo será o aumento de capital, em dinheiro, por parte do Estado português, no montante de 2 500 milhões de euros.

 

O aumento de capital, que inicialmente se estimou que poderia ir até 2.700 milhões de euros, fixa-se agora em 2.500 milhões de euros, "na medida em que os resultados da CGD apresentados hoje revelam que as necessidades de provisionamento são inferiores às inicialmente previstas, não havendo por isso necessidade de injectar o capital máximo que tinha sido apontado", refere o comunicado do Ministério das Finanças.

 

"Adicionalmente, a CGD irá realizar uma emissão de instrumentos de dívida com elevado grau de subordinação, num total de 930 milhões de euros, elegível para efeitos de cumprimento dos rácios de capital regulatório, dos quais 500 milhões a breve trecho e o restante até 18 meses após a primeira emissão. A subscrição da emissão será feita por investidores privados", diz ainda o Ministério tutelado por Centeno.

 

O instrumento financeiro a emitir não será convertível em acções da CGD, assegurando-se a manutenção da CGD como um banco integralmente público, garante.

 

A CGD apresentou esta sexta-feira os seus resultados de 2016, reportando prejuízos de 1.859 milhões de euros.

 

Na conferência de apresentação das contas, o seu CEO, Paulo Macedo, avisou que o banco "só terá resultados positivos quando" concluir a reestruturação. As metas do plano prevêem um nível de rentabilidade dos capitais próprios superior a 9% em 2020.

 

O banco público compromete-se, no plano estratégico por quatro anos, a cortar 20% dos custos operacionais. No máximo, serão eliminadas 181 agências e reduzidos pelo menos 2.200 trabalhadores.




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 11.03.2017

A nova administração da Caixa, não vai em conversas. Pelo sim pelo não, está salvaguardada até 2020. Não lhe peçam resultados enquanto o seu desempenho, for o de "mulher de limpeza". Só houve prejuízo de 1859 milhões em vez de 3000 milhões, porque ao que parece, ainda têm 2017, 2018 e 2019 para limpar a casa. Lucros só lá mais para a frente. No entretanto, para os próximos 3 anos, vão ser libertados, alguns milhões para a massa salarial destes "redentores". As regras de jogo, nesta democracia romântica, não iguais para todos. Primeiro paga-se bem e, depois já se vê!!!

Bem o centeno 10.03.2017

Disse que a CGQ ficará com "condições sólidas" ,
Mas sólidas como betão ou como a gelatina?
Cuidado com o vosso dinheiro....
A geringonça não é de confiança...

Conselheiro de Trump 10.03.2017

Dizem que saber mentir e uma arte,este ainda tem de ir para a escola.Escorrega logo que abre a boca.

pub