Banca & Finanças Finanças elogiam BCP e BPI no meio da polémica da CGD

Finanças elogiam BCP e BPI no meio da polémica da CGD

O Ministério das Finanças fez um comunicado para elogiar os efeitos do reembolso dos CoCos do BCP e da OPA do CaixaBank ao BPI. A banca fica mais bem preparada para financiar mais projectos, diz o gabinete de Centeno.
Finanças elogiam BCP e BPI no meio da polémica da CGD
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 09 de fevereiro de 2017 às 17:57

Reembolso dos CoCos no BCP e compra do BPI pelo CaixaBank. Estas são duas acções que o Ministério das Finanças diz contribuírem para a "estabilidade do sistema financeiro português". Uma estabilidade que diz sempre ter sido uma meta do Executivo. Sobre a polémica da gestão da CGD não são feitos comentários. 

 

"O Governo estabeleceu como uma das suas maiores prioridades o robustecimento do sistema financeiro e a melhoria das condições de financiamento das empresas e das famílias portuguesas. O Governo tem trabalhado em conjunto com os agentes económicos do sector e com os reguladores para atingir um quadro regulamentar adequado à estabilização do sector", indica uma nota enviada às redacções pelo gabinete de imprensa de Mário Centeno.

 

Falando sobre o reembolso dos 700 milhões de euros de obrigações convertíveis em capital por parte do BCP, que ocorreu esta quinta-feira, dia em que entraram no mercado as acções do aumento de capital, o Ministério das Finanças afirma que o "pagamento demonstra a confiança dos investidores privados no banco, no futuro do sector bancário em Portugal e na economia portuguesa".

 

"Também o BPI tem, desde ontem, uma nova estrutura accionista, assente num dos grupos bancários mais sólidos da Europa, mantendo o seu centro de decisão em Portugal". O comunicado não identifica o CaixaBank, que ficou com 84,5% do banco nacional após a oferta pública de aquisição, operação que dita a saída de Fernando Ulrich da presidência executiva do BPI e sua substituição por Pablo Forero, vindo do banco catalão.

 

O gabinete de Mário Centeno considera que "estes desenvolvimentos na definição da estrutura accionista em dois dos maiores bancos nacionais contribuem decisivamente para a estabilização do sistema financeiro português, que fica agora mais bem preparado para financiar os projectos mais inovadores e criadores de valor e de emprego para o país". "Instituições financeiras mais sólidas aumentam a estabilidade do sector financeiro", conclui. 

 

No comunicado, o Ministério das Finanças não faz qualquer referência à polémica que envolve o ministro, com cartas de António Domingues a sugerirem que havia um acordo com o Executivo para que os gestores da CGD ficassem livres da entrega da declaração de rendimentos e de património no Tribunal Constitucional.

 

Sobre o banco público, diz apenas que é neste quadro de procura de estabilização financeira que se insere "o trabalho desenvolvido no processo de recapitalização da CGD e no acompanhamento do processo de venda do Novo Banco".

 

Sobre o processo de alienação do banco herdeiro do BES - o Novo Banco -, que ainda decorre, não são feitos comentários.




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