Impostos Finanças encaixam 511 milhões este ano com o perdão fiscal

Finanças encaixam 511 milhões este ano com o perdão fiscal

O Fisco encaixou 511 milhões de euros este ano com o PERES, tendo a maioria dos aderentes optado pelo pagamento em prestações. Valores darão uma ajuda preciosa ao défice orçamental.
Finanças encaixam 511 milhões este ano com o perdão fiscal
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 27 de Dezembro de 2016 às 13:19

O PERES, o mais recente perdão de dívidas ao Estado, rendeu 511 milhões de euros este ano, só na parte referente às dívidas fiscais. Com a maioria dos devedores a optar pelo regime prestacional, cerca de 55% do valor em dívida a regularizar vai ser encaixada nos próximos anos, revelam números oficiais disponibilizados pelo Ministério das Finanças. 

De acordo com o gabinete de Mário Centeno, a adesão ao PERES fixou-se em 573 mil processos por dívidas fiscais (93 mil contribuintes ao todo, já que há contribuintes que têm mais do que um processo) num total de 1.144 milhões de euros. A dívida média por processo fixou-se nos 1.997 euros e por contribuinte nos 12.323 euros. 

Cerca de 60% dos processos e de 55% do montantes serão regularizados em prestações ao longo dos próximos anos (no máximo, as dívidas podem ser saldadas ao longo de 150 prestações).

Os 45% que foram pagos a pronto permitiram ao Estado encaixar 511 milhões de euros, e é uma das causas para que o primeiro-ministro possa ter afirmado que este ano Portugal conseguirá fechar o ano com um défice inferior a 2,5%do PIB, "com conforto".

O Ministério da Segurança Social e o das Finanças têm optado por divulgar balanços separados do PERES, pelo que, a estes montantes, será preciso somar os valores amealhados por Vieira da Silva para se conhecer o impacto global do programa. 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Como diria o "Costa", a vida é para os chicos espertos.

Agora só pago no proximo perdão Há 3 semanas

Agora só volto a pagar no proximo perdão fiscal se for melhor que este.

Salazar é que sabia Há 3 semanas

Este é um regime de corruptos e caloteiros que se protegem uns aos outros. deviam estar todos na cadeia , mas perece que são a maioria ! SALAZAR é que sabia como lidar com esta escumalha, mas não era eterno . . .

caloteiros Há 3 semanas

Quer isto dizer que havia tipos que deviam 511 milhões, podiam pagar e não pagavam e são recompensados !

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