Função Pública Finanças recebem sindicatos no final da próxima semana

Finanças recebem sindicatos no final da próxima semana

Os sindicatos da Função Pública serão recebidos dia 8 de Setembro no ministério das Finanças, segundo fonte oficial. Sindicatos garantem que não aceitam "qualquer tipo" de fraccionamento ou gradualismo no descongelamento das carreiras.
Finanças recebem sindicatos no final da próxima semana
Pedro Elias/Negócios
Catarina Almeida Pereira 31 de agosto de 2017 às 20:14
O ministério das Finanças quer receber os sindicatos da Função Pública no final da próxima semana. A reunião está marcada para 8 de Setembro, segundo fonte oficial do ministério das Finanças.

A data é revelada depois de a Fesap ter considerado, em declarações ao Público, que o Governo está a "desvalorizar o papel dos sindicatos" e a violar a "lei da negociação colectiva" por estar a dar prioridade às negociações com os partidos. Em causa está o descongelamento de carreiras, mas também o alargamento do diploma das pensões antecipadas à Função Pública, sem que tenha havido negociação com os sindicatos do sector.

A Fesap ameaçava avançar para greve caso o Governo não marcasse rapidamente uma reunião. Ao Negócios, José Abraão afirma que todas as opçoões de protesto continuam em cima da mesa se não se chegar a uma negociação efectiva. "Nós não aceitamos qualquer tipo de fraccionamento no descongelamento de carreiras a que os trabalhadores têm direito a partir de 1 de Janeiro".

A estrutura da UGT tinha efectivamente combinado com o Governo negociar o descongelamento das carreiras em Julho, o que não aconteceu. No início desse mês, Carolina Ferra, secretária de Estado da Administração Pública, foi substituída por Fátima Fonseca.

"Apresentámos a 31 de Julho um caderno reinvindicativo e esperamos que o Governo apresente as contra proposta", referiu ao Negócios Helena Rodrigues, presidente do STE. A proposta incluia aumentos salariais de 2%, além do descongelamento integral das progressões.

O Governo não tem adiantado mais informação sobre um dos temas centrais do orçamento do Estado, o descongelamento de carreiras. Já se sabe que, ao contrário dos sindicatos, o Governo pretende que esse processo seja gradual, e que dará prioridade a quem não teve qualquer aumento de posição remuneratória.

Este princípio, anunciado pelo primeiro-ministro em entrevista ao Expresso, pode deixar para segundo plano os militares, os polícias da PSP, os diplomatas ou guardas prisionais ou os médicos que, segundo o Governo, solicitaram promoções nos últimos anos.


Actualizado pela ultima vez às 21:09 com declarações dos dirigentes sindicais.



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comentários mais recentes
General Ciresp Há 3 semanas

No fundo tudo isto tem uma logica:os campos cultivam-se consoante a qualidade do labrador.Com esta gerigonca anda tudo a monte por consequeicia neles so se extraiem ervas maninhas(ORTIGAS).

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