Europa Financial Times: Centeno é o favorito para o Eurogrupo

Financial Times: Centeno é o favorito para o Eurogrupo

Chefes de Estado de Portugal, Itália, França e Alemanha discutiram esta noite o assunto e preferiram a candidatura de Centeno à do italiano Pier Carlo Padoan, segundo o Financial Times. A candidatura do ministro das Finanças deve mesmo avançar.
Financial Times: Centeno é o favorito para o Eurogrupo
Reuters
O ministro das Finanças Mário Centeno afirmou-se como favorito para a presidência do Eurogrupo, tendo conseguido o apoio dos líderes europeus, de acordo com o Financial Times, que cita fontes diplomáticas.

António Costa e os chefes de Estado de Itália, França e Alemanha reuniram-se esta noite à margem da cimeira União Europeia/União Africana, na Costa do Marfim, para discutir o assunto.

A candidatura de Centeno terá sido favorecida em relação à do italiano Pier Carlo Padoan, outro possível candidato de centro esquerda, que enfrenta eleições na Primavera.

Fonte próxima do processo disse ao Negócios que ainda decorrem contactos sobre a candidatura de Centeno, mas é muito provável que avance.

No twitter, o primeiro-ministro colocou ontem à tarde uma fotografia com os presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, numa imagem onde Merkel não aparece:

De acordo com o jornal Público, o objectivo do Governo português é que Mário Centeno seja o único candidato à presidência do Eurogrupo. Esta quinta-feira à noite faltariam apenas dois apoios entre os 19 Estados-Membros, um deles de um governo do Partido Socialista Europeu (PSE).

O Financial Times explica que ainda haverá conversas esta manhã. As candidaturas têm de ser apresentadas até ao meio-dia desta quinta-feira, 30 de Novembro (11:00 em Portugal). A lista de candidatos será publicada esta sexta-feira e a votação está prevista para segunda-feira.

Na notícia em que dá Mário Centeno como preferido para a presidência do Eurogrupo, o Financial Times afirma que o ministro das Finanças presidiu à "impressionante recuperação económica" que tirou o 'rating' do país do nível de lixo e "encolheu o défice para o valor mais baixo em quarenta anos", tendo sido comparado por Schäuble a Ronaldo (do Eurogrupo)


Notícia actualizada às 9:19 com mais informação




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