Crédito Financiamento para compra de casa sobe para máximos de 2010 (correcção)

Financiamento para compra de casa sobe para máximos de 2010 (correcção)

Os bancos emprestaram mais de 1,2 milhões de euros às famílias em Junho. Só para a compra de casa, foram financiados mais de 750 milhões de euros, o valor mais elevado desde Dezembro de 2010.
Financiamento para compra de casa sobe para máximos de 2010 (correcção)
Bruno Simão
Sara Antunes 08 de agosto de 2017 às 11:23

A banca está a emprestar mais dinheiro às famílias, seja para comprar casa ou para outros fins, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira, 8 de Agosto, pelo Banco de Portugal.

 

Os montantes concedidos em novas operações de financiamento atingiram mesmo o valor mais elevado desde Março, mês em que o financiamento às famílias atingiu os 1,3 mil milhões de euros.

No total, a banca emprestou 1.286 milhões de euros em novas operações, em Junho, mais 19% do que há um ano. E todos os destinos de financiamento contribuíram para esta evolução homóloga.

Os novos contratos para a compra de casa totalizaram 754 milhões de euros, numa altura em que tem aumentado a concessão de crédito à habitação. Neste caso, este volume de novas operações é o mais elevado desde Dezembro de 2010, altura em que vinha a diminuir os novos financiamentos. 

Recorde-se que entre 2003 e 2008 todos os meses a banca nacional emprestava mais de mil milhões de euros em novas operações para a compra de casa. Com a crise financeira que assolou o mercado - começando com a crise do "subprime" nos EUA que culminou com a crise de dívida na Europa e com o pedido de resgate financeiro de Portugal, em 2011 -, a banca cortou os financiamentos.

Até porque o mercado de financiamento fechou-se mesmo para os bancos, o que impossibilitou que a actividade fosse mantida com normalidade. Os juros dispararam e a restritividade na concessão de crédito aumentou. O mercado fechou-se de tal forma que os bancos chegaram a financiar menos de 200 milhões de euros em novas operações para a compra de casa.

No caso do crédito ao consumo, a banca emprestou 340 milhões euros, mais 4,3% do que no ano passado. Apesar de, em termos homólogos, se verificar um aumento do financiamento, quando comparado com Maio os novos financiamento com destino ao consumo até diminuíram em mais de 5%.

Já no que toca aos "outros fins", que inclui educação, energia e saúde, os novos financiamentos totalizaram 192 milhões de euros, mais 15,6% do que no ano passado.

Empréstimos às empresas aumentam

Mas não são só as empresas que têm visto o acesso ao crédito aumentar. No final de Junho foram concedidos 2,7 mil milhões de euros em financiamento às empresas, mais 4% do que há um ano.

Neste caso, o volume financiado em novas operações é o mais elevado desde Dezembro de 2016.

Do total, 1,5 mil milhões foram destinados a empréstimos até um milhão de euros, enquanto os restantes 1,2 mil milhões foram para financiamentos acima daquele valor. 

(Notícia actualizada às 11:46 com mais informação)
(Correcção: Corrige informação sobre máximos da concessão de crédito às famílias, que está em máximos de Março deste ano e não de 2012)




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional é a maior amiga do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

O filme repete-se. O costa e a geringonça, gajos porreiros, sempre a dar boas notícias e a malta a gastar à tripa forra, porque tudo está na maior. Quando a festa acabar lá virá um qualquer fillo da phuta, de esquerda ou de direita pouco importa, para embrulhar a bandeira e fechar a porta. Nada novo

Anónimo Há 2 semanas

Quiseram pôr o Estado a salvar os bancos de retalho detidos por privados e pelo público para salvar bancários, seus sindicatos, pensões e mais alguns interesses muito duvidosos. E tudo isto para quê? Para que esses bancos de retalho concedessem crédito para a internacionalização das empresas portuguesas não foi certamente porque isso nunca mais aconteceu nem pelos vistos acontecerá. Estes bancos resgatados em vez de se reestruturarem e transformarem em bancos de investimento, organizações fintech, firmas de gestão de investimentos, sociedades de capital de risco e private equity, foram e continuam a ir pelo caminho mais fácil e mais insustentável do crédito ao consumo e à habitação concedidos à legião de excedentários de carreira sindicalizados no país da UE onde o capital está já quase todo aplicado e transformado em prédios e pouco ou nada em máquinas que criem valor sob a forma de bens e serviços transaccionáveis à escala global de elevado valor acrescentado.

Anónimo Há 2 semanas

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional é a maior amiga do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.

Rapaz Há 2 semanas

Encontramo-nos à beira da maior crise financeira mundial com consequências jamais imaginadas, e ninguém nem nada que tenha juízo neste país, toma medidas preventivas e de alerta, de forma a precaver as gerações futuras!?!?!? Cambada de IMBECIS e MENTECPATOS ! Estejam atentos.

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