Europa Finlândia testa pagamento rendimento básico mensal de 560 euros a desempregados

Finlândia testa pagamento rendimento básico mensal de 560 euros a desempregados

A Finlândia tornou-se o primeiro país da Europa a pagar aos seus desempregados um rendimento básico mensal, no montante de 560 euros, uma experiência social inédita que pretende cortar a burocracia, reduzir a pobreza e fomentar o emprego.
Finlândia testa pagamento rendimento básico mensal de 560 euros a desempregados
Lusa 02 de janeiro de 2017 às 20:23

Olli Kangas, da agência governamental KELA, que é responsável pelos benefícios sociais do país, afirmou hoje que a experiência, que começou no dia 1 de Janeiro com uma amostra de nove mil desempregados, vai durar dois anos.

 

Os escolhidos vão receber 560 euros por mês, sem qualquer condicionalismo à forma como os vão gastar. 

 

O salário médio mensal no sector privado na Finlândia é de 3.500 euros.

 

Kangas acrescentou que a ideia é abolir "o problema do desincentivo" entre os desempregados, acrescentando que as pessoas escolhidas iriam continuar a receber os 560 euros, mesmo depois de terem emprego.

 

Um desempregado pode recusar um emprego de curta duração ou baixo salário por medo de os seus benefícios financeiros serem reduzidos de forma drástica, no contexto do generoso, mas complexo, sistema de segurança social finlandês.

 

Kangas considerou que "vai ser muito interessante observar como as pessoas se vão comportar".

 

"Vai levá-los a experimentarem diferentes tipos de empregos? Ou, como alguns críticos acusam, vai torná-las preguiçosas, depois de saberem que vão receber um rendimento básico sem fazerem nada?", desenvolveu.

 

A taxa de desemprego na Finlândia, uma nação com 5,5 milhões de habitantes, atingiu os 8,1% em Novembro, respeitante a 213 mil pessoas, uma taxa invariável desde o ano anterior.

 

A novidade integra as medidas do Governo de centro-direita, dirigido por Juha Sipila, para responder ao desemprego.

 

Kangas admitiu que a experiência do rendimento básico pode ser expandida a outros grupos com baixos rendimentos, como freelancers, micro ou pequenos empresários e trabalhadores em tempo parcial.

 




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comentários mais recentes
Anónimo 03.01.2017

Para distribuir é necessário criar. Mas para criar é preciso que haja procura, i.e : pessoas com necessidades reais e dinheiro na mão para as poder pagar. Sem dinheiro ninguém produz nada! Primeiro tem que se distribuir dinheiro, só depois se pode produzir alguma coisa

Anónimo 02.01.2017

São de centro-direita?!...os fanáticos da esquerda até engolem esta em seco...mas claro que para distribuir é necessário primeiro, Criar , coisa que cá ainda não perceberam...facilitem abertura de empresas isentando-as nos 1ºs 3 anos de qq imposto (excepto SS) e depois subam progressivamente ao longo de 7 anos de forma suave até se equipararem às empresas que já estão maduras no mercado, isto para todas as empresas vocacionadas para o mercado interno, e com volume de negócios até 5 milhões de euros anuais...para empresas exportadoras de bens e serviços teriam +5 anos extra.

Anónimo 02.01.2017

tem divida 60% com juros baixos,
estao recessao começaram austuridade!

outras mentalidades

Anónimo 02.01.2017

ESCANDALOSO:um pais com os 3 A A A a dar migalhas,enquanto nos com os 3 C.C.C.camelos;comunas;e ceguetas damos no minimo uma vez e meia a um publico.Secalhar sao estes "CONSTRANGIMENTO"que deixam a Finlandia bem estalada nos tres A.A.A. e fora da boca do mundo.Quem sabe sabe e os finlandios sabem.