Impostos Fisco integra 871 estagiários ao fim de dois anos

Fisco integra 871 estagiários ao fim de dois anos

Na prática, é a integração de estagiários como inspectores de carreira, ao fim de mais de dois anos na instituição. O reforço fica abaixo dos 1.000 efectivos acordados com a 'troika'.
Fisco integra 871 estagiários ao fim de dois anos
Bruno Simão/Negócios
Negócios 02 de setembro de 2017 às 12:37
A Autoridade Tributária vai passar a contar, a partir do fim deste mês, com mais 871 inspectores tributários de carreira, depois de estes elementos terem estado na instituição enquanto estagiários durante mais de dois anos.

Segundo avança o jornal Público este sábado, 2 de Setembro, o processo demorou mais do dobro do tempo que deveria ter levado, mas significa um reforço de quadros inferior ao previsto há cinco anos, no âmbito do plano assinado com a "troika" - previa na altura mil novos inspectores.

Muitos destes estagiários vieram de dentro do próprio Estado, já que resultaram de um processo de recrutamento interno, e mais de metade já estavam na própria Autoridade Tributária. Ficaram na altura colocados em direcções regionais e nos serviços centrais.

Em alguns casos os estagiários ficam vinculados aos serviços em que já estavam como estagiários, noutro casos serão afectos a um departamento diferente daquele onde ocorreu o estágio.

"Foram tidos em conta os diversos indicadores de gestão e a distribuição do tecido económico do país, procurando compatibilizar o interesse público no âmbito do combate à fraude e à evasão fiscal e o interesse dos estagiários em aproximarem-se da sua área de residência", disse a administração fiscal ao Público.



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comentários mais recentes
Anónimo 02.09.2017

Um pequeno exemplo concreto. Num par de anos, no mandato final do Governo Obama, o IRS dos EUA reduziu o número de colaboradores em 14 mil elementos assalariados. Na Nova Zelândia, país muito mais pequeno e menos populoso, estão a despedir 2000 funcionários tributários - quase metade dos colaboradores do fisco local, o IRD, e a automatizar num processo que denominaram de Business Transformation. O Reino Unido está a reduzir efectivos, a automatizar e a eliminar espaços físicos da sua máquina fiscal em todo o território. A Austrália está a fazer outsourcing de serviços do fisco junto de países estrangeiros low-cost como as Filipinas, de modo a automatizar profundamente todo o sistema e depois despedir localmente os recém criados excedentários que se tornarão totalmente desnecessários. Portugal, mais tarde ou mais cedo, ficando seguramente ainda mais pobre e atrasado no primeiro caso, ou potencialmente mais rico e desenvolvido no segundo, terá de fazer o mesmo.

Anónimo 02.09.2017

O Jornal de Negócios que elabore sobre as reformas viradas para as reais condições de mercado que se fazem nas regiões mais desenvolvidas do mundo de modo a esclarecer a importância das mesmas para a prosperidade e o bem-estar das suas populações:
"IRS will cut 7,000 jobs because the majority of people are filing their tax returns online" http://www.dailymail.co.uk/news/article-3811646/IRS-cutting-7-000-jobs-vast-majority-people-file-tax-returns-online-meaning-fewer-people-needed-process-paper-forms.html
"Inland Revenue to cut 1500 jobs between 2018 and 2021" www.stuff.co.nz/business/industries/78231571/inland-revenue-to-cut-1500-jobs-between-2018-and-2021
"Australian Taxation Office axes 4400 jobs in 19 months" (April 9, 2015 http://www.canberratimes.com.au/national/public-service/australian-taxation-office-axes-4400-jobs-in-19-months-20150409-1mhhgq.html)