Economia FMI insiste em mais medidas para facilitar despedimentos

FMI insiste em mais medidas para facilitar despedimentos

No primeiro relatório após o programa de ajustamento o FMI volta a insistir nas medidas que defendeu ao longo de todo o programa. O alvo são os contratos permanentes e a contratação colectiva.
FMI insiste em mais medidas para facilitar despedimentos
Bruno Simão/Negócios
Catarina Almeida Pereira 30 de janeiro de 2015 às 15:00

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que o problema da segmentação do mercado de trabalho não está resolvido e volta a insistir nas medidas que sempre defendeu, que facilitem os despedimentos.

 

"Uma maior flexibilização da protecção no emprego, em particular para contratos permanentes, iria animar a procura de trabalho e reduzir a segmentação", pode ler-se no relatório publicado esta sexta-feira

 

Durante o programa de ajustamento, o Governo facilitou os processos de despedimento por inadaptação e por extinção de posto de trabalho, alterações que foram apenas parcialmente travadas pelo Tribunal Constitucional. Além disso, reduziu de forma significativa o custo das indemnizações por despedimento, que à medida que os anos passam vão ficando mais baixas.

 

Outra das recomendações clássicas, que agora volta a ser referida, prende-se com a contratação colectiva. O FMI apoia as medidas que aceleram a caducidade dos contratos colectivos, mas lamenta que o Governo tenha alargado as circunstâncias em que é possível publicar uma portaria de extensão, viabilizando a dinamização da contratação colectiva.

 

"A redução do período de sobrevigência dos contratos colectivos e a possibilidade de suspensão temporária são medidas positivas. No entanto, a nova opção por estender os contratos colectivos a todo um sector mesmo quando só 30% das micro e pequenas empresas estão representadas no contrato compromete o progresso no sentido de um sistema de contratação colectiva mais dinâmico e inclusivo".

 

Finalmente, insiste na liberalização do acesso às profissões, um processo refere que está atrasado.




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mais votado Anónimo 30.01.2015

Esta ideia será extensível os empregados da AR que parasitam com remunerações e regalias absurdas?

comentários mais recentes
Anónimo 30.01.2015

Estes senhores do FMI estão a ser mandados para o desemprego , lá na Grécia. Ninguém os quer ouvir por lá.
Assim, resolveram vir para Portugal mais uma vez chatear a cabeça aos
Portugueses
Porqué é que o governo português não os encaminha para os cursos de formação profissional?
Penso que eles precisam de formação.

lol 30.01.2015

Alguém que se dê ao trabalho de explicar ao FMI que a lei laboral em Poortugal é letra morta e não é para ser seguida...

Afonso Parreira 30.01.2015

Será que agora vamos ver o PS a apoiar o FMI contra o Governo?

Anónimo 30.01.2015

Reparando para as noticias de hoje no Negócios on-line, só nos resta
proibir estes IMBECIS do FMI de porem os pés em Portugal, pois o objectivo deles é por o pessoal ma miséria.

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