Conjuntura FMI mais optimista: afinal economia portuguesa acelera este ano

FMI mais optimista: afinal economia portuguesa acelera este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais optimista sobre o andamento da economia portuguesa em 2017, esperando um crescimento de 1,7%, próximo da previsão do Governo. O arrefecimento chega em 2018.
FMI mais optimista: afinal economia portuguesa acelera este ano
Bloomberg
Nuno Aguiar 18 de abril de 2017 às 14:02

Até hoje, o FMI era das instituições mais pessimistas sobre o crescimento da economia portuguesa. Agora, no mais recente World Economic Outlook (WEO), o Fundo mostra-se muito mais optimista, antecipando uma aceleração do PIB para 1,7% este ano.

 

Na sua previsão anterior, apresentada na quinta avaliação pós-programa, o Fundo só esperava que Portugal tivesse crescido 1,3% em 2016 e o mesmo valor em 2017. Isto é, sem qualquer aceleração entre os dois anos. No WEO publicado esta manhã, o FMI já assume que a economia portuguesa cresceu 1,4% no ano passado e que acelerará para 1,7% em 2017.

 

O Fundo fica agora em linha com o Conselho das Finanças Públicas e muito próximo das últimas previsões do Governo, inscritas no Programa de Estabilidade, que apontam para um crescimento do PIB de 1,8% este ano. O mesmo valor do Banco de Portugal.

 

Para 2018, a análise do FMI é mista. Por um lado, o Fundo também revê em alta esse ano - de 1,2% para 1,5%. Por outro, mesmo com essa revisão, a estimativa constitui um arrefecimento face a 2017. Além disso, para o futuro, os técnicos do FMI continuam a antecipar uma trajectória de desaceleração, que em 2022 colocará a economia portuguesa a crescer apenas 1%.

 

Esta análise não difere muito da avaliação que o Conselho das Finanças Públicas fez esta manhã ao Programa de Estabilidade. A instituição liderada por Teodora Cardoso considera que as previsões do Governo para 2017 são realistas, mas classifica como "optimistas" as estimativas dos anos seguintes.

 

O FMI traz também previsões para o desemprego, mas neste campo não faz qualquer alteração face aos seus cálculos anteriores. Continua a ver a taxa de desemprego média deste ano a fixar-se em 10,6%, descendo em 2018 para 10,1%.

 

No que diz respeito ao saldo externo medido pela balança corrente, há também mais algum optimismo, mas mantém-se no vermelho. Este ano, deverá haver um excedente (0,8% do PIB), que se transformará num défice logo em 2018 (-0,3%) e assim se manterá em 2018 (-0,4%). Ainda assim, todos estes valores foram revistos em alta.

Comparando as estimativas com os restantes países da Zona Euro, são apenas seis as economias que terão em 2017 um crescimento mas fraco. Ainda assim, comparando com o Word Economic Outlook divulgado em Outubro do ano passado, o cenário é mais favorável (nesse relatório o FMI colocava apenas a Itália a crescer menos do que Portugal em 2017). 


O relatório do FMI:




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mais votado Anónimo 18.04.2017

É o início de um novo ciclo da economia mundial no pós-fundo da crise. A questão está em saber quais as economias em redor do mundo que melhor se transformaram e prepararam para aproveitar ao máximo as oportunidades de crescimento e desenvolvimento económico sustentável que este novo ciclo vai proporcionar. E Portugal com tantas reformas por concretizar e partindo já de um ponto de partida tão medíocre ou não fosse a sua própria constituição uma constituição de inspiração marxista (rigidez das regras e do mercado laboral, dívida pública gigantesca a nível mundial, Estado sobredimensionado e por isso caro e ineficiente, política fiscal pouco atraente para o investimento, ataque velado à boa saúde dos mercados, do laboral ao de capitais passando por todos os outros).

comentários mais recentes
E MAIS SERIA SE A SANGUESSUGA do FMI..... 19.04.2017

E MUITO MAIS PODIA avancar e inclusivamente REDUZIR a divida se o FMI & todos os FINANCIADORES PARASITARIOS deixassem de nos SUGAR nos juros agiotas q nos impoem.
Estao a drenar a riqueza q produzimos para dar a bancos de paises aos quais estes oferecem e beneficiam de JUROS NEGATIVOS.
LADROES!

Manuel Palma 19.04.2017

Um jornalista que aborda o assunto com um ponto de vista. Não é isento nem objectivo, mas os factos estão lá. Avante geringonça não é o mesmo q Portugal a avançar e crescer.

Anónimo 18.04.2017

A corrupção é a maior aliada do excedentarismo. Onde há uma, existe a outra. Ambas são duas faces da mesma moeda. Da má moeda chamada despesismo. A missão e propósito dos bons governantes, com ou sem a ajuda e orientação de técnicos e outros recursos do FMI, da UE e da OCDE, é criar condições para expulsar essa má moeda e não a deixar voltar a circular nas nossas economias e sociedades.

Anónimo 18.04.2017

É o início de um novo ciclo da economia mundial no pós-fundo da crise. A questão está em saber quais as economias em redor do mundo que melhor se transformaram e prepararam para aproveitar ao máximo as oportunidades de crescimento e desenvolvimento económico sustentável que este novo ciclo vai proporcionar. E Portugal com tantas reformas por concretizar e partindo já de um ponto de partida tão medíocre ou não fosse a sua própria constituição uma constituição de inspiração marxista (rigidez das regras e do mercado laboral, dívida pública gigantesca a nível mundial, Estado sobredimensionado e por isso caro e ineficiente, política fiscal pouco atraente para o investimento, ataque velado à boa saúde dos mercados, do laboral ao de capitais passando por todos os outros).

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