Economia FMI não participará mais em qualquer programa de resgate grego

FMI não participará mais em qualquer programa de resgate grego

O Fundo Monetário Internacional (FMI), credor da Grécia com a zona euro, não participará mais em qualquer programa de resgate grego, revelou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, numa entrevista hoje publicada pelo diário grego Ta Néa.
FMI não participará mais em qualquer programa de resgate grego
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, garante que o terceiro programa grego (2015-2018) será o último com a participação do FMI.
Lusa 01 de julho de 2017 às 12:15

"Achamos todos conveniente (zona euro e FMI) que o terceiro programa grego (2015-2018) seja o último com a participação do FMI", indicou o ministro Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, conhecido pela intransigência sobre a questão da reestruturação da dívida grega, numa entrevista publicada este sábado pelo diário grego Ta Néa.

 

O FMI tem insistido no alívio da dívida grega, uma solução que, segundo a instituição, pode dar um novo fôlego à economia do país. 

 

Tendo participado financeiramente nos dois primeiros empréstimos internacionais acordados para solucionar a crise da dívida, o FMI continua presente no terceiro programa grego mas recusa de momento dar dinheiro se a zona euro não decidir aliviar a dívida grega (actualmente em 180% do Produto Interno Bruto, PIB).

 

Segundo o ministro alemão, "as regras do FMI correspondem a um país que dispõe da sua própria moeda mas não de um país-membro de uma união monetária".

 

Membro da zona euro, a Grécia tem dificuldades "em tornar-se competitiva num ambiente de paridade monetária", explica Schäuble.

 

Os empréstimos internacionais acordados à Grécia desde o início da crise da dívida em 2010 e acompanhados de uma dura austeridade "geraram alguns resultados mas não resolveram o problema", considera Wolfgang Schäuble, que mesmo assim espera uma solução a partir de agora até ao fim do programa actual em 2018.

 

Schäuble defende que "o Mecanismo Europeu de Estabilidade deve transformar-se num fundo monetário europeu" para responder às eventuais necessidades dos países membros da zona euro.

 

Sob pressão, sobretudo de Berlim, a zona euro ainda não tomou qualquer decisão sobre a questão da dívida grega, tendo adiado a resolução deste problema para o próximo ano. 




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Depois das falências de municípios, algumas empresas industriais e instituições financeiras de renome nos Estados Unidos da América, a que se juntaram alguns resgates governamentais, motivadas pelo excedentarismo e a sobrecapacidade que eram o reflexo da excessiva rigidez atingida nos mercados de factores produtivos ligados a estes sectores, negócios e cidades nos Estados Unidos da América aprenderam a fazer mais com menos factor trabalho alocado. Este processo ainda não terminou. Continua a passo acelerado. Em Portugal e Grécia, pelo contrário, ainda nem começou. O excessivo peso do turismo e da administração pública nessas economias, a par dos baixos níveis de transparência, não ajudarão certamente. Mas algo terá que ser feito nesse sentido. O sentido do progresso que conduz à equidade, sustentabilidade e prosperidade. “Businesses and cities have learned to make do with fewer people.” https://blogs.wsj.com/economics/2013/10/23/u-s-cities-still-reeling-from-great-recession/

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Para entender a crise de equidade e sustentabilidade que tem afectado as economias desenvolvidas e posto territórios como os de Portugal e Grécia nas más bocas do mundo, é fundamental perceber que para uns serem excedentários ou pagos acima do preço de mercado, outros têm que pagar mais caro quando consomem bens e serviços, pagar mais taxa de imposto quando são tributados, obter menor retorno sobre o investimento quando investem, poupar menos quando aforram, ser pior remunerados, abaixo do seu preço de mercado, quando oferecem trabalho com real procura...

Punitor Há 2 semanas

A melhor solução seria meterem alemães a governar a Grécia e os gregos durante 10 anos, no mínimo! Aquilo fazem lá falta reformas com força, a todos os níveis. E Portugal, ou as faz ou caminha para um estado semelhante...

Anónimo Há 2 semanas

Depois das falências de municípios, algumas empresas industriais e instituições financeiras de renome nos Estados Unidos da América, a que se juntaram alguns resgates governamentais, motivadas pelo excedentarismo e a sobrecapacidade que eram o reflexo da excessiva rigidez atingida nos mercados de factores produtivos ligados a estes sectores, negócios e cidades nos Estados Unidos da América aprenderam a fazer mais com menos factor trabalho alocado. Este processo ainda não terminou. Continua a passo acelerado. Em Portugal e Grécia, pelo contrário, ainda nem começou. O excessivo peso do turismo e da administração pública nessas economias, a par dos baixos níveis de transparência, não ajudarão certamente. Mas algo terá que ser feito nesse sentido. O sentido do progresso que conduz à equidade, sustentabilidade e prosperidade. “Businesses and cities have learned to make do with fewer people.” https://blogs.wsj.com/economics/2013/10/23/u-s-cities-still-reeling-from-great-recession/

Anónimo Há 2 semanas

Washington já não dá cobertura para o FMI embarcar na tontice da teoria da "desvalorização interna". E, como diz o sr. Schauble nas entrelinhas, o problema da Grécia só se resolve com um perdão da dívida e a saída do euro. Ou, alternativamente, pela eterna subsidiação europeia. Terão de escolher.

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