Ajuda Externa FMI pede à Grécia medidas de austeridade adicionais no valor de 4,2 mil milhões

FMI pede à Grécia medidas de austeridade adicionais no valor de 4,2 mil milhões

O Fundo Monetário Internacional quer que Atenas fixe metas para um menor excedente primário a partir de 2019 ou então que aplique medidas de austeridade adicionais, no valor de 4,2 mil milhões de euros.
FMI pede à Grécia medidas de austeridade adicionais no valor de 4,2 mil milhões
Bloomberg 02 de dezembro de 2016 às 15:29

O FMI considera que se as metas do excedente primário grego não forem revistas em baixa, o país terá de implementar novos cortes de pensões e baixar o limiar de isenção tributária, entre outras medidas adicionais no valor de 4,2 mil milhões de euros. Tudo isto a partir de 2019.


A informação foi avançada à Bloomberg por um responsável do Ministério helénico das Finanças, que pediu anonimato.


Segundo a mesma fonte, o organismo presidido por Christine Lagarde considera que as pensões gregas são "demasiado elevadas".


O FMI, acrescenta, pretende que as medidas para 2019 sejam aprovadas agora pelo parlamento helénico.


Além disso, o Fundo está à espera que, até ao Natal, a Grécia tenha já definido com os seus credores da Zona Euro um compromisso sobre a dívida. Se tal acontecer, Atenas poderá entrar já em Fevereiro ou Março no programa de compra de dívida do Banco Central Europeu, refere a mesma fonte.

No dia 5 de Dezembro, os ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo) estarão reunidos e a questão da Grécia estará em cima da mesa. Vários sindicatos gregos têm revelado a sua preocupação, pedindo que quaisquer reformas adicionais que se exijam a Atenas não penalizem ainda mais o mercado laborar e os direitos dos trabalhadores.

 

O Governo grego e os credores de Atenas têm mantido conversações sobre o programa de assistência aos helénicos e, entre os pontos-chave que têm sido avançados, constam alterações no mercado laboral que apontam para uma maior desregulação, o que não tem agradado aos sindicatos. 


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mais votado JCG 02.12.2016

Eu acho que o dever e a responsabilidade de qualquer Governo de qualquer país é evitar ou impedir que o seu povo crie dependências face ao exterior de tal ordem que fique nas mãos dos credores.
Para isso, há um requisito básico a atividade económica tem de ser gerida com o objetivo de conseguir e manter um equilíbrio com o exterior, ou seja, consumir aquilo ou no valor que produz e comprar ao exterior no valor daquilo que lhe vende.
Se um governo e um povo foram e são irresponsáveis ao ponto de quebrarem essas regras básicas, só têm depois de aguentar e cara alegre.
O que não me passa pela cabeça é que um indivíduo, uma família um comunidade ou um povo parta do princípio que outros ou terceiros têm de financiar e sustentar os hábitos, costumes e consumos, a não ser em situações de catástrofe em que é legítimo contar com a solidariedade de terceiros.
Porque raio os gregos não consguem produzir à medida dos seus desejos de consumo? É claro que uns são responsáveis e outros vítimas.

comentários mais recentes
JCG 02.12.2016

Eu acho que o dever e a responsabilidade de qualquer Governo de qualquer país é evitar ou impedir que o seu povo crie dependências face ao exterior de tal ordem que fique nas mãos dos credores.
Para isso, há um requisito básico a atividade económica tem de ser gerida com o objetivo de conseguir e manter um equilíbrio com o exterior, ou seja, consumir aquilo ou no valor que produz e comprar ao exterior no valor daquilo que lhe vende.
Se um governo e um povo foram e são irresponsáveis ao ponto de quebrarem essas regras básicas, só têm depois de aguentar e cara alegre.
O que não me passa pela cabeça é que um indivíduo, uma família um comunidade ou um povo parta do princípio que outros ou terceiros têm de financiar e sustentar os hábitos, costumes e consumos, a não ser em situações de catástrofe em que é legítimo contar com a solidariedade de terceiros.
Porque raio os gregos não consguem produzir à medida dos seus desejos de consumo? É claro que uns são responsáveis e outros vítimas.

Anónimo 02.12.2016

Nao conheco num pais socialista que de uma nota de 0 a 10 mereca um 4..Ja de politica contraria arrebenta com a escala de 0 a 10.Parece-me que o BREXIT vai abrir caminho a paises deliquentes dentro da EU.Nao vai ser preciso a radicalizacao pedir para que saiam da moeda unica.Ja foram ultrap.os limit

Anónimo 02.12.2016

TSIPRAS! MANDA-OS À MERDA!!!! POR CAUSA DA AUSTERIDADE É QUE ISTO ESTÁ TUDO DE PANTANAS!!! E SE NÃO SE FIZER A AUSTERIDADE A RÚSSIA INVADE-OS? BURROS!!! A EUROPA DEVIA JUNTAR-SE E MANDÁ-LOS A DAR UMA VOLTA. O R.U. JÁ VAI. A ITÁLIA HÁ-DE IR A FRANÇA IDEN ASPAS E VAMOS VER A ALEMANHA MAS NÃO APRENDEM!

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