Finanças Públicas FMI: Portugal atingirá défice de 1,5% do PIB "confortavelmente"

FMI: Portugal atingirá défice de 1,5% do PIB "confortavelmente"

Notando que em 2016 Portugal teve um "desempenho orçamental significativamente melhor que o esperado", o FMI considera que a meta de 1,5% do PIB para este ano está "confortavelmente" ao alcance. Numa avaliação globalmente elogiosa sobre o país, o Fundo lança contudo avisos sobre a banca e sobre as reformas estruturais.
FMI: Portugal atingirá défice de 1,5% do PIB "confortavelmente"
Reuters

A recuperação económica na Zona Euro e o facto de o Governo ter controlado alguns riscos na frente orçamental e no sector financeiro, colocaram Portugal no bom caminho. Em consequência, a economia portuguesa deverá crescer 2,5% este ano e 2% no próximo, e a meta para o défice orçamental traçada por Mário Centeno será "confortavelmente" alcançada. Mas há senãos, e eles vão para o sector financeiro e para as reformas estruturais, onde é preciso ir mais longe.

 

A avaliação é da autoria no Fundo Monetário Internacional (FMI), numa nota divulgada esta sexta-feira, 30 de Junho, ao abrigo do chamado artigo IV. Após uma visita que decorreu entre 19 e 29 de Junho, os técnicos do fundo redigiram um relatório num tom claramente positivo sobre o actual momento económico e orçamental que o país atravessa.

 

O Fundo alinha agora as suas previsões de crescimento com as do Banco de Portugal ou a UTAO, vendo a economia nacional a avançar 2,5% este ano (um ritmo superior ao antecipado por Mário Centeno) e 2% em 2018. Na origem desta revisão em alta, estão factores como a recuperação do investimento, propulsionada pelo turismo e pela construção, o aumento das exportações, e a melhoria global dos indicadores de confiança económica e de emprego. 

E é este "crescimento mais forte, a par com o forte comprometimento das autoridades para conter a despesa, que deverá permitir o cumprimento da meta do défice confortavelmente".

Na curta nota de quatro páginas, o FMI nota que o resultado orçamental de 2016 - onde o défice ficou em 2% do PIB, o valor mais baixo da democracia - foi "significativamente melhor que o esperado", o que é positivo sobretudo porque "reflecte fortes esforços para conter a despesa". 

Melhoria da situação orçamental, estabilização do sector financeiro e um crescimento maior que o esperado, significa que o Governo não só não terá dificuldade em trazer o défice para os 1,5% do PIB este ano, como ele pode até ficar mais aquém deste patamar, considera o Fundo: "As condições cíclicas favoráveis dão uma oportunidade auspiciosa para uma redução mais ambiciosa este ano", sublinham os técnicos. Até porque, recorde-se, a previsão de 1,5% do PIB de Mário Centeno assenta numa antecipação do crescimento de apenas 1,8% (bem abaixo das expectativas que entretanto têm sido divulgadas por diversas entidades). 
 

Banca continua a ser o calcanhar de Aquiles

O Fundo também dá nota positiva à evolução registada no sector financeiro, considerando que a sua "estabilidade e a confiança melhorou significativamente" depois de ter sido feita a recapitalização da Caixa, da forma como está a ser tratada a venda do Novo Banco, do aumento de capital do BCP e o controlo do BPI pelo CaixaBank.

Ainda assim, e apesar de ter reduzido os seus custos operacionais, o sector bancário continua a enfrentar "numerosos desafios", dos quais se destacam a baixa qualidade dos seus activos, baixos lucros e fracos rácios de capital.

 

É por isso necessário ir mais longe, nomeadamente na limpeza dos seus balanços e na redução da sua exposição ao crédito mal parado, sobretudo empresarial. Iniciativas como as que estão a ser pensadas pelo Governo nesta área para o mal parado são tidas como fundamentais para que a banca volte a suportar o investimento privado.

Além da banca, o FMI reclama ainda uma consolidação orçamental estrutural, que dê sustentabilidade às finanças públicas a médio prazo – até porque os estímulos do BCE não duram para sempre.

O FMI insiste que Portugal precisa de um mercado de trabalho mais flexível, onde os aumentos salariais estejam alinhados com a produtividade e destaca a necessidade de agilizar o sistema judicial – apontado como um dos entraves crónicos ao investimento estrangeiro – e reduzir a complexidade das normas e regulamentos. 




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mais votado Anónimo 30.06.2017

Três anos antes da bancarrota de 2011 o Estado tambêm teve um défice espetacular, três anos depois foi o que se viu. Portanto impressiono-me muito pouco com estas parangonas. Tirando a propaganda que se vê na nossa comunicação social o que verifico é o seguinte: O atual governo não fez nada de especial do lado do corte da despesa para alêm de cativar (adiar) despesa e reduzir a cinzas o investimento publico, entretanto tratou de aumentar a despesa permanente (que nunca poderá ser cortada no futuro) com reposições e benesses para os dependentes do Estado. Teve a sorte de apanhar uma fase de explosão do interesse dos estrangeiros pelo nosso país com a entrada de muitos milhões no nosso país. Fora isto o que se vê é os serviços do Estado a prestarem um péssimo serviço e uma falta de liderança e desorganização de terceiro mundo. Mas numa coisa o PS atinge a excelencia na forma de comunicar e no controlo da comunicação social, aconteceu com o socrates e esta a acontecer com o costa.

comentários mais recentes
Não votar á Desgraça de PC 01.07.2017

É assim que o Povo, seja ele, VERDES, PAN,BE,PCP,PS,PSD,CDS, INDEPENDENTES, ANÓNIMOS, Vêem Portugal, não adianta as manobras para destruir este Governo, digam que disserem, O POVO quer este Governo, que tirou o Povo da Fossa, e não quer Retroceder á escravidão e lapidagem do Passos, e Cristas.

pertinaz 01.07.2017

É ASSIM MESMO... PRESSÃO SOBRE A ESCUMALHA... JÁ PASSOS FALOU NO DIABO E TODOS SE PUSERAM EM SENTIDO... A ESQUERDALHA VAI CUMPRIR A AUSTERIDADE QUER QUEIRA QUER NÃO...!!!

Anónimo 30.06.2017

É assim que o Povo, seja ele, VERDES, PAN,BE,PCP,PS,PSD,CDS, INDEPENDENTES, ANÓNIMOS, Vêem Portugal, não adianta as manobras para destruir este Governo, digam que disserem, O POVO quer este Governo, que tirou o Povo da Fossa, e não quer Retroceder o Passos e Cristas assustam, mesmo.

Atenção 30.06.2017

Concordo, a mulher é muito feia

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