Economia FMI prevê crescimento de 3,1% em Espanha mas insta Madrid reduzir dívida pública  

FMI prevê crescimento de 3,1% em Espanha mas insta Madrid reduzir dívida pública  

O FMI prevê que a economia espanhola cresça 3,1% em 2017, mas alerta para a necessidade de resolução das vulnerabilidades do país, nomeadamente a elevada divida pública.
FMI prevê crescimento de 3,1% em Espanha mas insta Madrid reduzir dívida pública  
Angel Navarrete/Bloomberg
Lusa 18 de julho de 2017 às 15:23

Nas conclusões preliminares da missão do FMI a Espanha divulgadas hoje em Madrid, os técnicos da instituição estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente 3,1% este ano, um valor que até pode ser mais elevado visto que "o impulso gerado pelas reformas efectuadas pode ser maior do que o estimado".

 

O FMI considera que a recuperação económica do país "mantém-se forte", com o consumo, o investimento e as exportações a contribuir para "um padrão de crescimento mais equilibrado".

 

Os funcionários do FMI estimam que a redistribuição de recursos a favor do "competitivo sector exportador" espanhol, assim como a criação da maioria dos postos de trabalho no sector dos serviços, desempenharam "um papel importantes" na evolução positiva da economia do país.

 

Os saldos do sector bancário também são "mais sólidos", a dívida do sector privado está a diminuir e a disponibilidade de crédito melhora.

 

"Agora que se consolida a recuperação, chegou o momento de tratar as vulnerabilidades que ainda subsistem, nomeadamente a elevada divida pública, e de finalizar o ajuste pós-crise do sector bancário ainda em curso", conclui o FMI.

 

A instituição também sublinha que continua a ser prioritário a redução do desemprego estrutural e o fomento da produtividade.

 

Os técnicos avisam o Governo que, se não se continuar a avançar nas reformas estruturais e na constituição de reservas orçamentais, a economia arrisca-se a continuar a ser vulnerável a choques, "com o risco de deixar para atrás alguns segmentos da população".




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mais votado Anónimo Há 5 dias

Com a Europa de Leste a crescer mais do que Portugal (3,6%), Espanha a crescer acima dos 3% e a Irlanda acima dos 4%, que contentamento pode haver nestes medíocres 2,6% portugueses que se resumem essencialmente ao regresso ao consumo desenfreado por parte da pandilha dos direitos adquiridos, ao crédito subsidiado e à criadagem no turismo sazonal, em vez de investimento, elevação das exportações de bens transaccionáveis no mercado global e vitalidade na actividade económica de elevado valor acrescentado?

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Anónimo Há 5 dias

Não se admirem com a insólita glorificação do crescimento anémico português. Em Portugal o mirabolante mote diz que não existem forças de mercado, em especial do sector público para dentro, e por isso não se pode reestruturar uma organização portuguesa com recurso a despedimentos ou desalocação de oneroso factor produtivo trabalho que seja desnecessário e injustificável à luz dos mais básicos e elementares princípios da boa gestão lean, da racionalidade económica, do avanço tecnológico e das condições de oferta e procura reais existentes em dado momento ou período de tempo.

Anónimo Há 5 dias

Tem muito por onde cortar. O excedentarismo idiota e injustificável, até candidamente criminoso por vezes, está em toda a parte. Claro, não tanto como em Portugal ou Grécia... Aqui tem rédea solta.

Anónimo Há 5 dias

Com a Europa de Leste a crescer mais do que Portugal (3,6%), Espanha a crescer acima dos 3% e a Irlanda acima dos 4%, que contentamento pode haver nestes medíocres 2,6% portugueses que se resumem essencialmente ao regresso ao consumo desenfreado por parte da pandilha dos direitos adquiridos, ao crédito subsidiado e à criadagem no turismo sazonal, em vez de investimento, elevação das exportações de bens transaccionáveis no mercado global e vitalidade na actividade económica de elevado valor acrescentado?

Anónimo Há 5 dias

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

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