FMI também vai estar em Espanha
26 Junho 2012, 12:20 por Alexandra Machado | amachado@negocios.pt
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Os senhores de negro vão todos estar em Espanha. Luis de Guindos assumiu, hoje, que Comissão Europeia, BCE e FMI vão de estar de olho na concretização do pacote de ajuda financeira à banca.
Perante os deputados, Luis de Guindos, ministro da Economia, voltou a enfatizar que o pedido de ajuda espanhol é apenas para a banca, diferente, por isso, do dos países que têm ajustamentos macro-económicos a cumprir.

Mas ao mesmo tempo que defendia esta diferença, Luis de Guindos confimava que "o Fundo Monetário Internacional, ainda que não participe como credor, foi convidado a apoiar tecnicamente a implementação e a realizar o seguimento desta assistência financeira. O que redundará numa maior transparência e credibilidade do processo", lê-se no discurso do ministro, documento disponibilizado pelo "El Mundo" no seu "site".

E acrescenta que depois do pedido formal ao Eurogrupo do pedido financeiro para os bancos, os serviços da Comissão Europeia vão verificar as condições de elegibilidade do pedido. "A Comissão actuará conjuntamente com o Banco Central Europeu, a Autoridade Bancária Europeia e o Fundo Monetário Internacional para a emissão do empréstimo". Em simultâneo, explicou, a Comissão Europeia e o Governo espanhol negoceiam o memorando de entendimento onde estabelecerão a modalidade de assistência para que o processo de negociação esteja finalizado no início de Julho, a tempo de ser apresentado na reunião do Eurogrupo de 9 de Julho, onde será ratificado.

Em paralelo, continuou a descrição do ministro da Economia, está a ser desenhado o Acordo de Assistência Financeira onde se detalharão as condições específicas do empréstimo, como operação financeira. Ainda assim, de Guindos foi sempre dizendo que as condicionalidades serão para os bancos e não para Espanha.

"É um pacote muito completo, cuja negociação vai exigir tempo. Estamos conscientes da sua extrema urgência e, por isso, estamos em contacto com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional e com a Autoridade Bancária Europeia, com a intenção de levar a cabo todos os trabalhos preparatórios necessários para que se agilizem todos os procedimentos".

Em todo o discurso é feita a referência às três entidades que lideram os processos de ajuda externa nos países intervencionados, que acaba por ser designada troika. No caso espanhol acrescenta-se a Autoridade Bancária Europeia (EBA).

Mas vem, também, no seguimento das declarações do seu colega de Governo, Cristóbal Montoro, ministro das Finanças espanhol, que, há umas semanas, declarou que "os homens de negro não virão a Espanha".

Luis de Guindos não terminou o seu discurso sem antes atirar a Governos anteriores. "Se algo positivo podemos tirar desta crise, é o reconhecimento que no passado houve erros muito graves. E agora estamos a corrigi-los e estamos a assentar as bases para que esta situação não volte a acontecer no futuro. A actual situação do sistema financeiro é um reflexo dos desequilíbrios macro-económicos e a sua correcção não apenas será conseguida com as medidas específicas sobre o sector, como será resultado das medidas tomadas tendentes a reduzir os desequilíbrios da economia espanhola".
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