Função Pública Sindicatos dos professores ameaçam com greve em época de exames

Sindicatos dos professores ameaçam com greve em época de exames

A FNE e a Fenprof ameaçam com uma greve a 21 de Junho caso não saiam compromissos de uma reunião a realizar na próxima semana com o Governo. Depois da Saúde é Tiago Brandão Rodrigues quem está sob pressão.
Sindicatos dos professores ameaçam com greve em época de exames
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 01 de junho de 2017 às 17:47
Os sindicatos que representam os professores anunciaram esta quinta-feira que farão greve a 21 de Junho, quando os alunos têm exames nacionais, se o Governo não for ao encontro das suas reivindicações. Tanto a FNE como a Fenprof têm uma reunião marcada com o Ministério da Educação para a próxima semana, apontada como decisiva para a marcação da greve. Depois de Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, é agora Tiago Brandão Rodrigues que está sob pressão. 

A Federação Nacional da Educação (FNE) anunciou esta quinta-feira que entregará um pré-aviso de greve para 21 de Junho, época de exames, se não saírem compromissos de uma reunião a realizar com o Governo na próxima semana, avança a Lusa.

A decisão da Fenprof vai no mesmo sentido. A Fenprof marca Greve Nacional para dia 21 de Junho. Está agendada uma reunião para o 6 de Junho com o ministro para resolver problemas. Se o Ministério da Educação se aproximar das posições dos professores a greve é levantada, explica o sindicato. 

A ameaça de greve junta assim os sindicatos dos professores afectos à UGT (FNE) e à CGTP (Fenprof). 

Para dia 21 de Junho estão marcados exames para o 2º e o 11º anos. Para os alunos mais novos estão marcados os exames de matemática e estudo do meio.  para os alunos mais velhos, estão marcadas provas de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes. 

Os médicos estiveram de greve a 10 e 11 de Maio. No dia 26 de Maio, foi a fez da greve na Função Pública. 

"A Fenprof decidiu anunciar a marcação desta greve para 21 de junho, mas só formalizar a sua convocatória no dia 6 de Junho, após a realização da reunião com o ministro da Educação, caso a mesma não produza resultados concretos e satisfatórios", afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Federação, em conferência de imprensa no final de um encontro do secretariado nacional, citado pela Lusa.

Entre as reinvindicações estão a criação de um regime especial de aposentação, bem como o regime de vinculação extraordinária de professores. 

No último debate quinzenal, a 23 de Maio, o primiero-ministro, António Costa, anunciou um processo de vinculação extraordinária para os professores no final do mês. 

(Notícia actualizada às 18:27)



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mais votado Anónimo 01.06.2017

Então mas vamos despedir as pessoas assim sem mais nem menos mesmo que elas já não tenham desde há muito qualquer tarefa justificável a cumprir na organização que as emprega e tem remunerado? Claro que não. Aumentem-se as comissões, as contribuições e os impostos às "não pessoas" que são os clientes ou utentes da organização e os contribuintes. O nível de vida das pessoas tem que ser salvo e mantido em elevado patamar custe lá o que custar. Haja humanidade. Tenham as pessoas em consideração. As não pessoas que paguem e não bufem.

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Maria 02.06.2017

Professores viram TERRORISTAS, querem sacrificar inocentes (os alunos) pela sua causa. Não é assim que se luta, não é justo nem honesto. Até hoje estava pelos professores, assim fico contra. Espero que o governo faça requisição civil. Mas a angústia e nervosismo sobre os alunos já fica infligida.

Estes meninos andam a brincar connosco... 01.06.2017

...mas um dia a brincadeira vai sair-lhes cara (ou na cara...). Os pais começam a já não ter paciência para estes sindicalistas da treta e para as birrinhas dos srs professores...e isto um dia vai dar estalo!!!
Façam a m***a das greves à 6ªF, mas não briquem com as datas dos exames...

Anónimo 01.06.2017

Em Portugal julgam que competitividade é criar bónus para que os funcionários públicos não façam mal aquilo que já se faziam pagar, em muitos casos bem acima do preço de mercado, para fazerem bem.

Anónimo 01.06.2017

Há sempre uma alternativa para os srs professores que estão menos bem no público,ou seja podem mudar-se para o sector privado e então fazer todas as greves.

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