Defesa Força Aérea tem de comprar mais helicópteros para combater fogos

Força Aérea tem de comprar mais helicópteros para combater fogos

Com o Governo a atribuir a gestão dos meios aéreos de combate a incêndios à Força Aérea, este ramo vai precisar de adquirir mais do que os cinco helicópteros que estava previsto comprar, escreve o Diário de Notícias.
Força Aérea tem de comprar mais helicópteros para combater fogos
Bruno Simões 26 de outubro de 2017 às 09:42

A Força Aérea deverá precisar de adquirir mais do que os cinco novos helicópteros que estavam previstos. Com o Governo a passar a gestão dos meios aéreos de combate a incêndios para este ramo militar, a Força Aérea vai informar o Governo de que o referido concurso para novos helicópteros, no valor de 20,5 milhões de euros, terá de ser inevitavelmente alargado para comprar mais aparelhos, escreve hoje o Diário de Notícias.

 

A Força Aérea deve entregar até à próxima segunda-feira um relatório ao ministro da Defesa onde vai identificar as condições necessárias para assumir a missão de combate a fogos e, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal, o alargamento do referido concurso é dado como inevitável. O concurso, lançado em Maio, recebeu candidaturas da italiana Leonardo (que engloba a Agusta Westland, que forneceu os helicópteros Merlin EH-101) e a Airbus Defense and Space (construtora da aeronave C-295, operada pela Força Aérea).

 

Esta última tem ainda 300 milhões de euros de contrapartidas por executar em Portugal, precisamente associados à compra dos 12 aviões C-295, de fabrico espanhol (sete de transporte táctico e cinco de vigilância marítima), adquiridos em 2008 por 274 milhões de euros com contrapartidas de 460 milhões.

 

Neste momento, prossegue o DN, não se sabe o que vai acontecer ao actual dispositivo de combate a incêndios. Entre as dúvidas por esclarecer estão o futuro dos seis helicópteros pesados russos Kamov, geridos pela ANPC, e o que vai acontecer ao contrato com a Everjets que garante 25 meios aéreos, que termina no próximo ano. No Orçamento do Estado do próximo ano surge uma verba de 270 milhões para a Lei de Programação Militar, o que deverá ser suficiente para satisfazer as exigências adicionais colocadas pelas novas atribuições em matéria de combate a fogos.

 

Os cinco novos helicópteros vão substituir os 18 velhinhos Alouette (na foto), em operação na Força Aérea portuguesa desde 1963, do tempo da Guerra Colonial, que esgotam no próximo ano a sua vida útil. Esta aeronave deixou de ser produzida em 1985 e já não há peças para ela no mercado. O problema é que o primeiro novo helicóptero só deve chegar a Portugal na segunda metade de 2019. 




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mais votado Anónimo Há 4 semanas

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o de capital e o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção. Mas para que tal aconteça, toda a corrupção e tráfico de influências que sustentam e alimentam o status quo íniquo e insustentável terão de ser combatidas eficazmente. Caso contrário não sobra dinheiro, nem a crédito, para se investir em Portugal nos muito necessários bens de capital.

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Oh Amigo
fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos não se queixe porque se estivesse no privado a qualquer momento pode levar um pontapé no fundo das costa e arriscar-se a nem ter reforma.

Aliança povo/MFA Há 4 semanas

Os Tropa agora até quer ser bombeiro,a panela de pressão está cheia de generais e outros mais que está a rebentar ,é preciso aliviar a pressão e nada com procurar novos taxos ,trabalhar nada .Os meninos do Colégio Militar e Academia ,os descendentes já não tem taxo e ouviram dizer q apagar fogos dá

Anónimo Há 4 semanas

Os modernos submarinos comprados ao fabricante alemão são muito necessários e amplamente justificáveis. Para mais incorporam tecnologia actualizada que poupa em factor trabalho reduzindo custos e elevando a produtividade, eficiência e eficácia no despenho das suas cruciais tarefas ou missões. A compra de meios aéreos preparados e outros equipamentos usados no combate e prevenção dos fogos florestais em Portugal, idem. O que está errado é o oneroso excedentarismo e sobrepagamento, inúteis, desadequados e absolutamente injustificáveis que impedem ou obstaculizam o investimento público neste tipo de bens de capital, impedindo dessa forma a modernização do país de modo económico e muito oportuno face às necessidades e desafios que se lhe apresentam.

Anónimo Há 4 semanas

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o de capital e o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção. Mas para que tal aconteça, toda a corrupção e tráfico de influências que sustentam e alimentam o status quo íniquo e insustentável terão de ser combatidas eficazmente. Caso contrário não sobra dinheiro, nem a crédito, para se investir em Portugal nos muito necessários bens de capital.

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