Economia Força aérea vai gerir meios de combate e bombeiros serão profissionalizados

Força aérea vai gerir meios de combate e bombeiros serão profissionalizados

O primeiro-ministro anunciou este sábado que a Força Aérea vai gerir os meios de combate e bombeiros serão profissionalizados. No final da reunião do Conselho de Ministros, admitiu que, na sequência dos fogos, errou na forma como conteve as emoções.
Força aérea vai gerir meios de combate e bombeiros serão profissionalizados
António Costa e os incêndios: "Gostava muito mais que alguém tivesse dito que eu tinha abusado dessas emoções."
Filomena Lança 21 de outubro de 2017 às 22:55

A gestão dos meios aéreos de combate aos fogos vai ser entregue à Força Aérea, que receberá a necessária reforço de meios do orçamento do Estado. Por outro lado, nas zonas de maior risco haverá um "reforço e capacitação do profissionalismo" entre os bombeiros voluntários e em cada associação de voluntários haverá equipas profissionais, que terão formação em escolas profissionais integradas no sistema formal de ensino.

 

Estas foram algumas das medidas aprovadas este sábado, 21 de Outubro, num conselho de ministros extraordinário que reuniu durante quase doze horas. No final foi o próprio António Costa quem falou aos jornalistas, para anunciar as principais decisões tomadas. "Admito ter errado na forma como contive essas emoções", diria já no fim da conferência de imprensa. "Gostava muito mais que alguém tivesse dito que eu tinha abusado dessa emoções".

 

Assumindo uma atitude de desculpa perante o País, e num dia em que aconteceram em várias cidades manifestações silenciosas a assinalar o descontentamento das pessoas face aos incêndios e à forma como o Estado lidou com eles, o primeiro-ministro voltou a afirmar que compreende a revolta dos portuguese, mas que "o tempo das instituições" não é igual ao tempo dos cidadãos.  

Mas os próximos tempos, esses serão de mudança, garantiu o primeiro-ministro. O Governo esteve reunido por quase doze horas, numa reunião que se iniciou logo de manhã, pouco depois da tomada de posse de Eduardo Cabrita e de Pedro Siza Vieira nos novos postos, e se prolongou até quase às dez da noite. No final, António Costa quis ele próprio explicar o que está em preparação.

 

Protecção Civil vai ter dirigentes por concurso

 

E muitas medidas vêm na sequência das recomendações da Comissão Técnica Independente (CTI) criada depois dos fogos de Pedrógão Grande, em Junho passado, cujo relatório o primeiro-ministro diz ter apreciado "longamente", concluindo que "era claro que nada podia ficar com antes e que era necessário fazer uma reforma profunda, mas sem rupturas".

 

Além da anunciada profissionalização para os bombeiros voluntários, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai sofrer mudanças profundas, nomeadamente na forma como são designadas as chefias. Assim, "a profissionalização e capacitação" passará por um reforço de meios nas estruturas dos ministérios da Agricultura e da Administração Interna e na ANPC terá carreiras próprias e dirigentes designados por concurso. Além disso, anunciou Costa, "foi aprovada a criação de uma linha de apoio à investigação" nas áreas da protecção civil e "reforçada a componente de formação nos institutos politécnicos".

 

O Conselho de Ministros designou uma unidade de missão que "conduzirá o processo de transmissão para um modelo futuro onde se vai assegurando cada vez maior profissionalização no combate aos fogos e protecção das pessoas", explicou o primeiro-ministro. Essa unidade de missão vai depender directamente de António Costa e terá um mandato que se inicia na próxima semana e que se concluirá em Dezembro de 2018.

 

328 milhões para as vítimas

 

Na fase da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2018 serão introduzidas as "necessárias alterações" em termos de previsão de despesa, por forma a acomodar os custos esperados com as acções a levar a cabo na sequência dos últimos incêndios. O primeiro-ministro explicou que serão precisos 328 milhões de euros "para recuperar o que se perdeu no último fim-de-semana".

 

"O Estado honra a memória daqueles que perderam a vida", declarou, garantindo a "determinação na reconstrução do que foi destruído e que inclui 500 habitações incendiadas e 300 empresas destruídas entre muitas outras perdas.

 

Há que "tornar o território mais resistente e as infraestruturas menos permeáveis a situações de catástrofes", e, nesse sentido, o Conselho de Ministros decidiu uma reposição e alargamento das faixas de protecção contra incêndios dos actuais três para os dez metros, seja junto a vias rodoviárias ou ferroviárias, seja em redor das povoações.

 

Outra ideia é que os cabos de comunicações e electricidade passem a ser enterrados já que, sendo aéreos, como agora acontece, são mais permeáveis e podem mais facilmente ser atingidos pelo fogo.

 

Ainda ao nível das comunicações, e como já havia sido avançado pelo ministro Pedro Marques durante a tarde, Costa voltou a sublinhar que o Estado vai entrar no Capital da SIRESP SA, mediante uma autorização ao ministro das Finanças para converter créditos em capital de forma a criar condições para novos investimentos. Um dos objectivos passa pela aquisição de quatro novas redes móveis por satélite  e pela execução de um plano de formação que permita a todos os utilizadores comunicarem melhor.



(noticia actualizada às 23:30)



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

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pertinaz Há 3 semanas

MÃO CHEIA DE NADA...!!!

Anónimo Há 3 semanas

parece que temos muitas crianças a comentar esta notícia. façam-se homens e participem nas iniciativas de voluntariado, que há muito trabalho para fazer em vez de ficar no sofá: recolher comida e roupa para pessoas, feno para o gado que ficou sem o que comer, limpar mata, plantar árvores.

JCG Há 3 semanas

Em Abril ou Maio de 2015 enviei uma carta para o Gab de estudos do PS com uma lista de sugestões/ propostas (não houve qualquer respostas). Uma delas era a introdução de um efectivo de 10 a 20 bombeiros profissionais (após formação adequada) em cada uma das corporação com as seguintes incumbências: 1ª (em primeiríssimo lugar) patrulhar e fiscalizar a área de influência impondo medidas e instrumentos de prevenção de incêndios e de auto-protecção dos residentes (há muitas coisas que devem ser feitas para diminuir o risco de morrer queimado para quem vive no campo); 2º dar formação a e enquadrar os bombeiros voluntários (acho que continua a haver lugar para voluntários); 3º actuar no combate a incêndios. Acho que a prevenção e combate a incêndios deve assentar na tríade: Câmara Municipal, Corporações de bombeiros; e GNR. Façam o favor de não complicar. Provavelmente as corporações de bombeiros voluntários devem passar a ser organizações ou entidades municipais.

Que calculista e oportunista mais sem vergonha... Há 3 semanas

Depois de todo país ver a verdadeira face deste espécime, e todas as consequências das escolhas incompetentes para a proteção civil, ao nomear boys em vez de competentes, vem agora armado em beata de sacristia, hipócrita, pegar nas medidas do Passos para as implementar.
Que asqueroso!!!

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