Política Forças Armadas da Venezuela preparam-se para defender a pátria contra os EUA

Forças Armadas da Venezuela preparam-se para defender a pátria contra os EUA

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu ordens às Forças Armadas Venezuelanas (FAV) para porem as "armas ao ombro" e se prepararem para uma eventual acção ou intervenção militar norte-americana.
Forças Armadas da Venezuela preparam-se para defender a pátria contra os EUA
Reuters
Lusa 17 de agosto de 2017 às 23:58

A ordem foi confirmada pelo ministro da Defesa venezuelano, general chefe Vladimir Padrino López, durante um acto militar na cidade de Maracay, a 100 quilómetros a oeste de Caracas.

 

"Cumprindo instruções do nosso comandante-chefe, o Presidente Nicolás Maduro, para uma mudança radical de atitude já recebemos uma ordem preparatória para pôr as nossas armas ao ombro e defendermos a nossa pátria", disse.

 

Vladimir Padrino López frisou ainda que "a Venezuela bolivariana responde" às recentes declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, que admitiu a possibilidade de uma acção militar para solucionar a crise venezuelana, "exigindo respeito pela soberania e independência" do país.

 

"Trump atreveu-se a pôr sobre a mesa uma agressão de carácter militar contra a Pátria de Bolívar (Simón, político venezuelano que teve um papel preponderante na independência de vários países da América Latina) e isso é inadmissível. Isso não é um assunto apenas das FAV, é um assunto de interesse nacional. A pátria está a ser ameaçada pelo Império, da maneira mais grosseira", disse.

 

Por outro lado, frisou que a Venezuela "não está a responder com fanfarronices, discursos ou palavras" –"o Império é que actua dessa maneira" – porque é "um povo humilde, trabalhador, bondadoso, generoso e, mais do que isso, um povo valente, guerreiro".

 

Segundo Vladimir Padrino López, "há intervenientes políticos" venezuelanos que "aplaudem" uma agressão norte-americana, que celebram "uma das ofensas mais agressivas, perigosas, de toda a vida republicana da Venezuela".




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias

O venezuelano não é xenófobo, não alimenta ódio pelos americanos, se fomentasse ódio, os tugas, os espanhóis e os italianos tinham que fugir a 7 pés.
Se o meu emprego, a minha comida depende do meu apoio a Maduro, não tenho outro remédio, mas na hora da viragem também vou lá dar-lhe um pontapé.

Anónimo Há 2 dias

Se não foram capazes de recuperar o Esequivo muito menos serão capazes de enfrentar os americanos, o exercito venezuelano é formado por camponeses e vagabundos da cidade, um soldado é considerado abaixo de cão e os oficiais na hora de combater serão os primeiros a fugir.

General Ciresp Há 2 dias

Pode estar aqui um golpe de mestre.Se o norte corea bateu o pe a Trump,porque nao devemos nos tambem fazer o mesmo?Parece que todos ja vimos ate onde o Trump pode chegar.

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