Conjuntura Forte queda nos subsídios penaliza rendimento agrícola em 2017

Forte queda nos subsídios penaliza rendimento agrícola em 2017

O rendimento da actividade agrícola em 2017 deverá descer 2,4%, o que compara com a forte subida de 17,5% registada no ano passado.
Forte queda nos subsídios penaliza rendimento agrícola em 2017
O preço do azeite deve subir quase 30% este ano
Miguel Baltazar
Negócios 13 de dezembro de 2017 às 11:33

A redução acentuada nos subsídios à produção agrícola explica a quebra que o Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê no rendimento agrícola este ano.

 

"A actividade agrícola desenvolvida em Portugal durante o ano de 2017 deverá gerar um Rendimento, por unidade de trabalho ano (UTA), em termos reais, inferior ao do ano anterior em cerca de 2,4%, após um crescimento de 17,5% verificado em 2016", refere o INE, dando conta que os outros subsídios à produção desceram 25,4% "face ao significativo montante atribuído em 2016".

 
A descida dos subsídios não é explicada pelo INE, que diz que os valores em causa lhe foram comunicados pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.

A queda no rendimento agrícola não foi maior porque o valor acrescentado bruto (VAB) deverá aumentar 4,5%, quando no ano passado tinha descido 1,5%.

 

O INE dá conta que "em termos meteorológicos, o ano agrícola de 2016/2017 caracterizou-se pela ocorrência de baixos valores de precipitação e elevadas temperaturas", o que "beneficiou o desenvolvimento de algumas culturas e prejudicou outras".

 

A produção no ramo agrícola terá aumentado 4% este ano, com uma subida de 3,9% no volume de e estabilização dos preços (0,1%). A produção vegetal terá registado um aumento superior (4,4%), que resultou num crescimento no volume de 7,2% e numa descida dos preços em 2,7%.

 

Destaque para o azeite, que sofreu um decréscimo de produção de 9,3% mas beneficiou com uma forte subida de 29,6% nos preços. "Este cenário de produção, para o ano civil de 2017, resulta da agregação de partes de duas campanhas com diferentes níveis de produção", explica o INE, adiantando que "na campanha actual, os olivais regados atingiram a maturação da maioria dos frutos, perspectivando-se uma produção elevada (aumento de 15,0%)".

 

Por fim, na produção animal o INE estima um acréscimo em valor (+3,2%) face a 2016, em resultado de um aumento dos preços de base (+4,2%), uma vez que o volume registou um decréscimo (-1,0%).

 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 4 dias

Será que o Caboulas queria o roubo de terras para investir num quintal de quarenta mil macieiras como o seu camarada A. Campos(cujo filho é "pobre")?

Anónimo Há 4 dias

Mas o pior ainda é este ministro Caboulas só age pela comunicação social, não tem ideias próprias. Agora quer "prender/multar" quem tem pinheiros e eucaliptos.