União Europeia França, Alemanha e Itália querem que UE possa rejeitar OPA estrangeiras

França, Alemanha e Itália querem que UE possa rejeitar OPA estrangeiras

O presidente francês, Emmanuel Macron, sustentou durante a sua campanha eleitoral, o desejo de Paris, Berlim e Roma de verem criado um mecanismo europeu contra ofertas públicas de aquisição (OPA) estrangeiras não desejadas em sectores estratégicos. E agora vai defender essa posição na cimeira da próxima semana.
França, Alemanha e Itália querem que UE possa rejeitar OPA estrangeiras
Negócios 16 de junho de 2017 às 19:51

O presidente de França terá a sua primeira disputa com Estados-membros favoráveis ao comércio livre na primeira cimeira da União Europeia em que participa, na próxima semana, sublinha o Expansión. E isto devido à sua defesa de uma "Europa proteccionista" que confira a Bruxelas o poder de restringir as OPA hostis lançadas sobre indústrias-chave por parte de empresas de países fora da UE.

 

Na sua campanha às eleições presidenciais, Emmanuel Macron apoiou o desejo de Paris, Berlim e Roma de verem em acção um mecanismo europeu contra OPA hostis por parte de estrangeiros sobre sectores com importância estratégica, recorda o mesmo jornal. E é isso mesmo que vai defender no próximo Conselho Europeu.

 

Essas pretensões reflectem as pressões para travar ofertas públicas de aquisição por parte de grupos estatais chineses sobre valiosas empresas tecnológicas da Europa, bem como a inexistência de oportunidades semelhantes no mercado chinês para as empresas europeias.

 

Assim, os líderes europeus debaterão na cimera da próxima semana, que se realiza em Bruxelas, se devem tomar medidas para evitar OPA de estrangeiros por motivos de segurança nacional.

 

Macron conta com poderosos aliados, como a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, sublinha o Expansión. No entanto, os defensores do comércio livre temem que essas medidas possam fomentar o proteccionismo no bloco europeu. A Holanda, os países nórdicos e os Estados Bálticos estão entre os que se opõem.




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mais votado Anónimo 17.06.2017

Faz sentido neste contexto. É o princípio da reciprocidade. Nesta óptica não é proteccionismo nem uma visão anti-mercado e anti-globalização e comércio livre. É apenas defesa do interesse nacional quando existem dois pesos e duas medidas. Quando os Chineses deixarem de ser proteccionistas em relação ao capital accionista detido naquela jurisdição, esta política preventiva deixará de se justificar e políticos como Macron serão seguramente dos primeiros a aboli-la.

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anonimo 18.06.2017

Infelizmente em Portugal não se aplica pois já se vendeu tudo, cortesia do anterior governo PSD, fazem o que os fundos abutre estrangeiros fazem em Portugal não é preciso dinheiro para fazer.

Anónimo 17.06.2017

Faz sentido neste contexto. É o princípio da reciprocidade. Nesta óptica não é proteccionismo nem uma visão anti-mercado e anti-globalização e comércio livre. É apenas defesa do interesse nacional quando existem dois pesos e duas medidas. Quando os Chineses deixarem de ser proteccionistas em relação ao capital accionista detido naquela jurisdição, esta política preventiva deixará de se justificar e políticos como Macron serão seguramente dos primeiros a aboli-la.

Anónimo 17.06.2017

Apresentem essa ideia aos EUA!

POIS !!! 17.06.2017

Mas os broncos, os sacanas do PSD venderam as nossas melhores empresas como sejam a PT, EDP, Petrogal, TAP, etc, aos brasileiros, chineses etc. Mereciam levar com um míssel no iu. CORRUPTOS !!!

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