Angola Franceses da Total pagam 170 milhões para resolver diferendo fiscal com Angola

Franceses da Total pagam 170 milhões para resolver diferendo fiscal com Angola

O presidente angolano, João Lourenço, criou um grupo de trabalho que tem 30 dias para apresentar propostas destinadas a melhorar o desempenho da indústria nacional de petróleo e gás.
Franceses da Total pagam 170 milhões para resolver diferendo fiscal com Angola
Reuters
Lusa 30 de outubro de 2017 às 10:51

A multinacional francesa Total anunciou que pagou ao Estado angolano, durante o terceiro trimestre de 2017, cerca de 200 milhões de dólares (170 milhões de euros) para "resolver" um diferendo fiscal.

A informação foi transmitida pelo director financeiro da Total, Patrick Chevroiere, na sequência da apresentação aos analistas, na sexta-feira, dos resultados do grupo francês, relativos ao período entre Julho e Setembro.

 

Não foi adiantada informação sobre este diferendo entre a Total, a principal petrolífera que opera em Angola, e o Estado angolano.

 

Angola é actualmente o segundo maior produtor de petróleo em África, com 1,6 milhões de barris de crude por dia.

 

Já este mês, o novo Presidente angolano, João Lourenço, deu 30 dias para um grupo de trabalho, que integra a estatal Sonangol e as principais petrolíferas que operam em Angola, apresentar propostas para melhorar o desempenho da indústria nacional de petróleo e gás.

 

A informação consta de um despacho presidencial de 13 de Outubro, que define que o mesmo grupo será coordenado pelo ministro dos Recursos Minerais e dos Petróleos, Diamantino Azevedo, com o objectivo de responder à "necessidade de melhorar as atuais condições de investimento na indústria de petróleo e gás, como condição relevante para o desenvolvimento futuro do país".

 

Integram ainda o grupo de trabalho o ministro das Finanças, Archer Mangueira, dois elementos da Sonangol e um representante de cada uma das maiores petrolíferas que operam no país: BP Angola, Cabinda Gulf Oil Company (Chevron) Eni Angola, Esso Angola, Statoil Angola e a Tota.

 

A "optimização do processo de aprovação de investimento, orçamentos e outros documentos contratuais", mas também a "apreciação das questões tributárias aplicáveis à pesquisa e produção de petróleo e gás" e a proposta de "um quadro de colaboração entre o poder executivo e as empresas petrolíferas" são objectivos a que o grupo terá de responder num prazo de 30 dias.

 

A criação deste grupo de trabalho surge depois de as petrolíferas terem defendido, a 6 de Outubro, numa reunião com João Lourenço, medidas para melhorar a competitividade do sector, face aos países concorrentes.

 

A Sonangol, liderada por Isabel dos Santos, garantiu entretanto ter alcançado, com os operadores, "aumentos significativos da competitividade da indústria petrolífera nacional".

 

Acrescentou que os custos de produção por barril caíram 48% de 2014 a 2016, além de "esforços de racionalização de custos e investimentos liderados pela Sonangol" que resultaram em "poupanças adicionais" de 1.700 milhões de dólares (1.450 milhões de euros) em 2017.

 

O custo médio de produção de petróleo em Angola para 7,62 dólares por barril em 2016, mas a Sonangol já admitiu anteriormente que é necessário cortar mais nestes custos.




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comentários mais recentes
Camponio da beira 30.10.2017

Eu também comprei há 30 anos um terrenozito por 40 contos. Em 2014 os(antigos) donos fizeram uma escritura de usocapião para nome deles novamente, e vieram dizer-me que não se recordavam que lhes tinha pago. Tive que pagar novamente e fazer escriturae conservação, gastei mais 470 euros.

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