Economia Freitas defende nacionalizações se "golden shares" e vetos do Governo falharem

Freitas defende nacionalizações se "golden shares" e vetos do Governo falharem

PT, EDP, Galp e TAP são "campeões nacionais" que é preciso proteger. Se necessário, nacionalizando a maioria do seu capital.
Negócios 22 de Julho de 2010 às 13:06
Em artigo de opinião publicado hoje na revista "Visão", Freitas do Amaral critica Bruxelas, considerando "inexplicável que, numa óptica anglo-saxónica, a Comissão Europeia e o Tribunal do Luxemburgo queiram acabar com as 'golden shares', fazendo de conta que não percebam que estas constituem um 'veto jurídico' necessário aos países sem força económica bastante para usar e abusar do "veto político'. Dois pesos, duas medidas!", acusa.

Para Freitas do Amaral, "a PT, a EDP, a Galp (e a TAP!) estão entre os nossos 'campeões nacionais'." Aliás, prossegue, "se formos para o neoliberalismo apátrida, não faltam congéneres suas que as poderão adquirir como quem compra um maço de cigarros ou uma caixa de fósforos". Mas Portugal "não pode ficar sem elas, pois são para nós empresas estratégicas, são o melhor que fomos capazes de pôr de pé nas últimas décadas, em boa parte com o dinheiro dos nossos impostos."

Num artigo, em que começa por elogiar os artigos de opinião de Nicolau Santos, "o nosso melhor jornalista económico", Freitas do Amaral defende que Portugal precisa de investimento directo estrangeiro, mas ele deve ser "desencorajado se vier apenas para comprar o bife e deixar-nos os ossos".

Aliás, concretiza Freitas, se a UE acabar acabar com as "golden shares", a Assembleia da República "não deve hesitar em estabelecer, por lei, os direitos de veto do Governo nas empresas consideradas estratégicas." E se isso falhar, "então haverá que caminha sem receios para a nacionalização de 50,01% do capital das empresas que não estamos dispostos a perder".




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Salles da Fonseca 23.07.2010

Concordo perfeitamente!
Nos Sectores Estratégicos (as Comunicações são uma necessidade estratégica) deve haver uma empresa de capitais exclusivamente públicos.
Aliás, acabámos de ver ao que conduz o liberalismo. Por outro lado, a coesão e a solidariedade na UE não passam de falácias uma vez que a dívida pública é assumida por cada Estado.
Henrique Salles da Fonseca
Lisboa

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