Função Pública Frente Comum admite greve se Governo não apresentar proposta de aumentos esta semana

Frente Comum admite greve se Governo não apresentar proposta de aumentos esta semana

A Frente Comum exige aumentos salariais de 4% para o próximo ano, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores.
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Negócios com Lusa 03 de outubro de 2017 às 13:50

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP) disse hoje que na sexta-feira marcará uma greve nacional se até lá o Governo não apresentar propostas de aumentos salariais para o próximo ano. Os sindicatos da UGT admitem protestos idênticos em conjunto com outras organizações.

 

"Das reuniões com o Governo não tem vindo nada de novo, pelo contrário. E se o Governo não inverter a situação, não descongelar salários, não fizer propostas de aumentos salariais, não fizer o descongelamento de posição remuneratória para todos [...], a Frente Comum avançará com uma grande greve nacional", disse a coordenadora da estrutura, Ana Avoila, em conferência de imprensa em Lisboa.

Também a Fesap, uma estrutura da UGT, tinha admitido avançar para greve, caso o Governo não apresente até sexta-feira propostas que eliminem os constrangimentos do programa de ajustamento. "Aguardamos pelas propostas que o Governo ficou de entregar. Quanto à [eventual] greve, está decidida" em congresso, "caso as propostas fiquem aquém das expectativas", afirmou José Abraão, da Fesap. "Não excluimos que possa ser uma acção com outras organizações sindicais", acrescentou, ao Negócios. 

 

A Frente Comum exige aumentos salariais de 4% para o próximo ano, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores.

 

A coordenadora da estrutura ligada à CGTP quer que, além das melhorias salariais, o Governo apresente propostas para que todos os trabalhadores cumpram 35 horas de trabalho semanal (incluindo os que têm contrato individual de trabalho) e que o subsídio de refeição deixe de ser sujeito a impostos.

 

Ana Avoila considerou que a vitória do PS nas eleições autárquicas de domingo dá ao Governo "mais responsabilidades para responder às expectativas" dos trabalhadores.

 

"Os trabalhadores deram o seu contributo para derrubar o governo PSD/CDS-PP, mas estão atentos. Não é porque tem mais força que agora pode não fazer, se assim fosse, era má-fé", disse.

 

Os sindicatos da Frente Comum têm 380 mil associados. Contudo, um pré-aviso de greve abrangeria todos os trabalhadores, independentemente de serem sindicalizados.

Notícia actualizada às 20:35 com a posição da UGT




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