Economia Frente Comum diz que descongelamento de carreiras é "obrigação do Governo"

Frente Comum diz que descongelamento de carreiras é "obrigação do Governo"

A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública vincou esta sexta-feira que o descongelamento de carreiras em 2018 não é mais do que a "obrigação do Governo", mas escusou-se a "celebrar" esse facto sem se abrir um "verdadeiro processo negocial".
Frente Comum diz que descongelamento de carreiras é "obrigação do Governo"
Miguel Baltazar
Lusa 07 de julho de 2017 às 19:57

"Um processo negocial não é isto. Um processo negocial inicia-se com uma proposta do Governo ou dos sindicatos, é o que está na lei. Isso não aconteceu", declarou Ana Avoila, da Frente Comum, à agência Lusa, à saída de uma reunião no Ministério das Finanças, em Lisboa, com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Carolina Ferra, encontro que teve como único ponto na agenda o descongelamento da progressão nas carreiras.

 

"Queremos ver preto no branco que todos os trabalhadores vão ter as suas carreiras descongeladas", disse Ana Avoila, para quem hoje não se deu mais que uma "conversa" com "ideias soltas" e não um "verdadeiro processo negocial".

 

Antes do encontro com a Frente Comum, a secretária de Estado, Carolina Ferra, esteve reunida com a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

 

"O descongelamento das carreiras em 2018 vai passar pela retirada da norma do Orçamento do Estado (OE) e vai ganhar-se normalidade em cada regime de carreira", enalteceu à agência Lusa José Abraão, da FESAP.

 

O STE, por Helena Rodrigues, sublinhou que continuarão durante este mês as negociações com o Governo sobre o descongelamento de carreiras, questão que só será uma realidade em 2018.

 

A governante não prestou declarações no final dos encontros desta tarde.




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comentários mais recentes
Anónimo 08.07.2017

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura. Isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo 08.07.2017

As pessoas precisam de um Estado que seja bom gestor da coisa pública e pessoa de bem. Um Estado que faça boa gestão de recursos humanos despedindo onde e quando é preciso e que saiba investir em bens de capital onde e quando é necessário. Isto é o que Portugal não tem. Isto é o que falta às pessoas. O radicalismo sindical é tão nocivo, e anti-mercado, como o corrupto capitalismo selvagem de compadrio. Quer uns quer outros atiram a coisa pública para os braços dos aproveitadores sem escrúpulos, para os bandidos e para os incompetentes.

Camaradaverao75 08.07.2017

Quando há dinheiro primeiro pagasse o que se deve(o que foi "roubado" aos FP desde o Sócrates) só depois o "acessório.

Judas a cagar no deserto 07.07.2017

Novamente o Estado a ENGORDAR, tudo para os funcionários públicos, daqui a uns tempos temos cá a troika novamente.

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