Função Pública STE defende actualização salarial de 2% na Função Pública em 2018

STE defende actualização salarial de 2% na Função Pública em 2018

A Frente Sindical, que inclui o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), exigiu hoje a reposição do poder de compra dos funcionários públicos em 2018, defendendo uma actualização da tabela remuneratória única de 2%.
STE defende actualização salarial de 2% na Função Pública em 2018
Bruno Simão
Lusa 31 de julho de 2017 às 16:55

Em comunicado, a federação lembra que "o congelamento salarial imposto desde 2010 e a subida do IRS ocorrida em 2013 faz com que haja hoje trabalhadores públicos com um valor líquido de remunerações inferior ao que recebiam à entrada desta década".

A Frente Sindical exige assim a atualização da Tabela Remuneratória Única (TRU) em 2% (metade do aumento previsto para o salário mínimo) para valores acima do segundo nível remuneratório.

Defende ainda o descongelamento das progressões nas carreiras profissionais, que foram suspensas para a grande maioria dos funcionários ao longo da última década, apesar destes terem sido sujeitos ao processo de avaliação de desempenho (SIADAP), que continuou a aplicar-se sem interrupções e que foi objecto de referência específica em todos os Orçamentos do Estado desde 2011 até 2017.

A Frente Sindical pretende ainda a actualização do subsídio de refeição para seis euros, sem sujeição a desconto para o IRS e a reposição do valor a pagar pelo trabalho suplementar e ajudas de custo.

Também, a possibilidade de alargamento, ainda em 2017, da base de beneficiários da ADSE a todos os trabalhadores da Administração Pública, aos cônjuges, descendentes e ascendentes bem como a outros grupos, que considera que "aumentará significativamente o valor de receitas próprias da ADSE".

Nesta sequência, a Frente Sindical propõe a descida da taxa do desconto para a ADSE, actualmente em 3,5%, para 2,5%.

A estrutura quer ainda a revisão das carreiras ainda não revistas e a revisão da carreira técnica superior "de modo a permitir que ao fim de uma vida de trabalho se atinja a última posição remuneratória, fazendo coincidir o fim da carreira com a saída para a aposentação".

No que diz respeito a pensões, a estrutura sindical considera necessária a actualização das pensões em 2% e quer "regras mais benéficas para as carreiras contributivas longas e a possibilidade de aposentação aos 60 anos de idade com 40 de contribuições".

Em termos fiscais, a Frente Sindical considera importante o início do regresso ao modelo do IRS antes de 2013, com um maior número de escalões, a actualização dos escalões do IRS em 1,5%, a diminuição da taxa do IVA da electricidade e do gás natural para 6% e o reforço do combate à fraude e evasão fiscal.




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mais votado Anónimo 31.07.2017

Criar e manter a todo o custo emprego subsidiado, insustentável, sem procura real, fruto da largueza estatal e da generosidade europeia, sempre temporárias e com custos diferidos no tempo, e ainda do compadrio e proteccionismo interno, não é mau. É péssimo. Criem o rendimento mínimo garantido estatal e deixem-se de mendigar descaradamente a perpetuação dos muito inusitados rendimentos máximos garantidos estatais.

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Mr.Tuga 01.08.2017

Só 2% ?!?!

Peçam 22%!
Os xuxas e geringonços esquerdalhos detestam negociar! Não gostam de chatices!
Peçam 22% que eles dão!!!!

Anónimo 31.07.2017

E o ku lavado com água de azeitonas, não quererão também? estou farto de pagar impostos para esses parasitas... estes sindicalistas da foto já nem se lembram onde trabalhavam nem o que faziam... Mais: só vão saír dos sindicatos depois de mortos! Não há eleições nos sindicatos e suas centrais porquê? Já parecem o Maduro...

Anónimo 31.07.2017

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo 31.07.2017

Criar e manter a todo o custo emprego subsidiado, insustentável, sem procura real, fruto da largueza estatal e da generosidade europeia, sempre temporárias e com custos diferidos no tempo, e ainda do compadrio e proteccionismo interno, não é mau. É péssimo. Criem o rendimento mínimo garantido estatal e deixem-se de mendigar descaradamente a perpetuação dos muito inusitados rendimentos máximos garantidos estatais.

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