Função Pública Frente Comum acusa Governo de faltar à palavra dada sobre aumento de salários

Frente Comum acusa Governo de faltar à palavra dada sobre aumento de salários

A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública considerou hoje não fazer sentido haver mais um ano sem aumentos salariais e acusou o Governo de faltar a uma promessa do programa eleitoral.
Frente Comum acusa Governo de faltar à palavra dada sobre aumento de salários
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Lusa 03 de Outubro de 2016 às 11:08

"Começamos mal quando o Governo põe no seu programa eleitoral algumas coisas que depois não cumpre. Porque os trabalhadores da função pública, desde 2009, que não têm aumentos salariais e desde 2005 que não têm mudança de escalão na carreira profissional", recordou, em declarações à Lusa, Ana Avoila.

 

Em entrevista hoje ao jornal Público, o primeiro-ministro, António Costa, quando questionado sobre o facto de os funcionários públicos não irem ter valorização salarial em 2017, respondeu que ficou no mês de Outubro concluída a "reposição integral dos salários".

 

"Significa que em 2017 os funcionários públicos ganharão durante 14 meses o que ganharam só durante três meses deste ano. É sabido que o nível de inflação está baixo e que em 2018 temos previsto retomar as actualizações, bem como encarar as questões de fundo relativamente às carreiras", explicou António Costa.

 

Ana Avoila considerou ser "muito mau" que o Governo siga este caminho, mas mostrou-se esperançada em que o executivo seja "sensível" à matéria e reveja a sua posição.

 

"Isto, a confirmar-se, vai para o segundo ano que as pessoas não levam nada, e o que acontece é que começam a desmoralizar e a pensar que não valeu a pena. São mais de 600 mil trabalhadores sem aumentos e isto não é brincadeira. É uma classe que se sente muito maltratada", sublinhou.

 

A coordenadora da Frente Comum antecipou que a função pública "vai, naturalmente, reagir mal" caso a intenção do Governo se venha a confirmar, adiantando que, na semana passada, entregou no Ministério das Finanças a proposta reivindicativa para a administração pública para 2017, que prevê aumentos salariais de 4% e o descongelamento da progressão nas carreiras.

 

Na quarta-feira, a Cimeira dos Sindicatos da Administração Pública aprovou a proposta reivindicativa, na qual constam as propostas de um aumento de 4% dos salários, com um mínimo de 50 euros por trabalhador, de 6,5% para o subsídio de almoço, que neste momento é 4,27 euros, e de 4% de aumento para as pensões.

 

A questão prioritária para a Frente Comum "é o aumento dos salários, o descongelamento das progressões remuneratórias, a abertura de concursos e as 35 horas", salientou na sexta-feira Ana Avoila, lembrando que os trabalhadores da administração pública "não podem continuar sem aumentos de salários".




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mais votado Anónimo Há 4 semanas


PS DEIXA MORRER UTENTES DO SNS... PARA DAR MAIS DINHEIRO À FP:

- PS aumenta despesa com salários da FP em 500 milhões de Euros;

- PS reduz horário da FP para 35 horas;

- PS corta orçamento dos Hospitais Públicos.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


SALÁRIO MÉDIO DOS PROFESSORES PORTUGUESES É O 3.º MAIS ALTO DA EUROPA, EM 2015.

"No caso dos docentes com salários mais altos, em que o rendimento dos docentes é superior ao PIB per capita, Portugal aparece em destaque como o terceiro com salários mais elevados da Europa: Bosnia Herzegovina (327%), Chipre (282%) e Portugal (245%)."

Relatório da Eurydice.

Anónimo Há 4 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões mínimas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado injetou, em 2015 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões da CGA.

Anónimo Há 4 semanas


Peeensionista da CGA

És proprietário da parte da pensão que corresponde aos descontos efetuados!

O resto, mais de metade, é uma esmola que os trabalhadores e os contribuintes portugueses te dão, 14 meses por ano.

Anónimo Há 4 semanas


PS ROUBA A VIDA A 500.000 TRABALHADORES

FP – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES DO PRIVADO

OS FP DEVEM ESTAR MOTIVADOS APENAS POR TER EMPREGO!

Pois estão bem melhor do que as vítimas do SOCRATES GATUNO que endividou o país até à bancarrota, para pagar salários e pensões da FP…

Lançando 500.000 trabalhadores no desemprego!

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