Economia Furto em Tancos: Caixa a mais no material recuperado dá origem a processo disciplinar

Furto em Tancos: Caixa a mais no material recuperado dá origem a processo disciplinar

O aparecimento de uma caixa de petardos a mais no material militar recuperado pela Polícia Judiciária Militar depois do furto em Tancos deu origem a um processo disciplinar a um militar, disse à Lusa fonte do Exército.
Furto em Tancos: Caixa a mais no material recuperado dá origem a processo disciplinar
Força Aérea Portuguesa
Lusa 06 de janeiro de 2018 às 10:03

O processo disciplinar foi instaurado pelo comando do Regimento de Engenharia 1, Tancos, ao militar responsável pelo controlo de entradas e saídas das cargas dos paióis e paiolins de Tancos, decorrendo os prazos de reclamação e recurso, disse à Lusa o porta-voz do ramo.

A 18 de Outubro, a Polícia Judiciária Militar recuperou quase todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos no final de Junho, à exceção das munições de 9 milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com 100 explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do que tinha sido roubado.


A revelação da discrepância foi feita no passado dia 31 de Outubro pelo chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, que solicitou ao comando do Regimento de Engenharia 1 que averiguasse o motivo da falta daquele item na relação do material furtado.

O porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira, disse que o militar em causa já foi notificado da pena atribuída mas não quis adiantar qual foi a punição por decorrerem ainda os prazos legais de reclamação e recurso.


Questionado sobre os outros três processos disciplinares abertos no mesmo Regimento na sequência do furto do material, em Tancos, o porta-voz do Exército adiantou que um dos militares, uma praça, já cumpriu a pena, seis dias de proibição de saída.


Os outros dois militares já foram notificados da punição no início de Dezembro, e os prazos de reclamação e recurso já terminaram mas, devido a ter coincidido com os feriados da quadra natalícia, o comando do Exército decidiu aguardar mais uns dias para confirmar a recepção ou não de alguma reclamação ou recurso.


O aparecimento de uma caixa de material que não constava da relação inicial do material roubado na base de Tancos suscitou polémica, com o CDS-PP a exigir explicações do general Rovisco Duarte no Parlamento.


À porta fechada, o general disse que a discrepância pode ser "compreensível" mas é "inaceitável", segundo fontes presentes na reunião ouvidas na altura pela Lusa, e prestou ainda esclarecimentos sobre o plano para o reforço da segurança das instalações militares.


A violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', e o desaparecimento de granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros foram divulgados pelo Exército no dia 29 de Junho.


A 31 de Outubro, o Exército deu por concluído o o esvaziamento dos paióis de Tancos e a transferência do material para outras instalações do ramo e também da Força Aérea e da Marinha.


Quanto à base de Tancos, poderá ser reconvertida num campo militar à semelhança do de Santa Margarida.




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comentários mais recentes
Criador de Touros 07.01.2018

Que governo mais trapalhão !

Pika 06.01.2018

Um praça? Os praças são agora responsáveis pelos paióis e armazéns? Quando havia umas centenas de milhar de praças e meia dúzia de generais, eram estes os responsáveis pelos quartéis. Agora que há uns poucos milhares de praças e dezenas de generais, a

Anónimo 06.01.2018

Tenho até pena deste ministro entregue aos glutões. Mas Sr. Ministro ponha limites na sua paciência. Julgo que foi obrigado às trapalhadas das frases do "assalto e não assalto".

General Ciresp 06.01.2018

Chegou a ser noticia nos tempos de crise q pilotos andavam a carregar e descarregar malas dos avioes,funcionou o bom senso(nao perderam o estatuto por isso).Nao seria de esperar tal gesto dos genarales portugueses ao guardarem arm,ou para nao perderem as chapolas da casaca ate dormem com ela vestida

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