Política Gabinete de Renzi desmente possível demissão em caso de vitória do referendo

Gabinete de Renzi desmente possível demissão em caso de vitória do referendo

A imprensa italiana noticiou esta terça-feira que Renzi estava a preparar-se para se demitir mesmo que o referendo de domingo dite a vitória do "sim".
Gabinete de Renzi desmente possível demissão em caso de vitória do referendo
Bloomberg
Sara Antunes 29 de Novembro de 2016 às 11:00

O gabinete do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, desmentiu as notícias que deram conta da possibilidade de demissão do líder do Governo após o referendo de 4 de Dezembro, mesmo com a vitória do "sim", de acordo com a Bloomberg.


A agência de informação americana adianta que a fonte desta informação é do gabinete de Renzi, mas não quis ser identificada, devido à política interna.

 

Segundo a imprensa italiana, nomeadamente o Corriere della Sera, Renzi estaria ponderar apresentar a sua demissão se o "sim" vencer no referendo deste domingo. Em causa estaria a tentativa de ser novamente nomeado para formar um novo governo, com uma maioria mais ampla.

 

O plano que estaria a ser analisado pelo actual primeiro-ministro aponta para que seja votada uma nova lei eleitoral antes das eleições, que poderão ocorrer no próximo ano ou em 2018.

 

"O sistema institucional italiano tem tantas salvaguardas que há sempre governo – político, tecnocrata, super-político, hiper-político, hiper-técnico", afirmou Renzi aos jornalistas na segunda-feira, depois de questionado sobre quais os seus planos para depois do referendo de domingo.

 

"Se o ‘sim’ vencer, não vejo porque não devamos usar o tempo disponível entre o agora e o fim natural da legislatura, em 2018, da melhor forma possível", afirmou o ministro da Cultura, Dario Fransceschini, em entrevista à estação de televisão pública RAI.

 

Com o referendo constitucional o Governo transalpino propõe-se reformar o sistema político, acabando com o actual bicameralismo perfeito. O objectivo passa por reduzir o leque de poderes da câmara alta (Senado) do Parlamento, passando os senadores a ser uma espécie de representantes regionais.




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