Ministro das Finanças acusou o toque e respondeu favoravelmente aos socialistas.

O ministro das Finanças reconheceu hoje a importância de envolver o
Partido Socialista na discussão das grandes questões que marcam o rumo do país para além da actual legislatura.
Falando na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, Vítor Gaspar disse que “devemos discutir, PS e partidos da maioria”, desejavelmente num “futuro próximo”, questões importantes como a “estratégia de crescimento do país, a agenda de transformação estrutural e a articulação entre a estratégia de crescimento portuguesa e a europeia”.
O ministro mostrou ter alguma expectativa de que o PS possa ainda aceitar conceder um valor constitucional à “regra de ouro” orçamental, ao incluir no rol das matérias que julga ser necessário discutir com o PS a “transposição para o ordenamento jurídico nacional” das regras inscritas no recém ratificado Tratado orçamental.
“Tenho a certeza de que sentados a discutir estas e outras questões conseguiremos alargar a lista de tópicos que podemos em conjunto discutir”.
Vítor Gaspar respondia desta forma a
Pedro Silva Pereira que advertira o ministro para a inevitabilidade de o consenso entre PS e Governo chegar a um ponto de ruptura, devido à “atitude de confrontação” e de “marginalização” do Executivo relativamente ao maior partido da oposição.
“O Governo está a optar claramente por uma estratégia de marginalização do PS”, acusou o antigo ministro de
José Sócrates, ao pedir a Vítor Gaspar que, a “bem do país”, arrepie caminho na “atitude de confronto”.