Defesa General Rovisco Duarte assume falhas e responsabilidade do Exército e defende ministro  

General Rovisco Duarte assume falhas e responsabilidade do Exército e defende ministro  

O general Rovisco Duarte apontou hoje falta de supervisão na segurança dos Paióis de Tancos e assumiu a responsabilidade do Exército, durante uma audição que decorreu à porta fechada, disseram à Lusa fontes presentes na reunião.
General Rovisco Duarte assume falhas e responsabilidade do Exército e defende ministro  
Força Aérea Portuguesa
Lusa 07 de julho de 2017 às 07:40

O Chefe do Estado Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte, foi ouvido na comissão parlamentar de Defesa desde as 18:00 de ontem, à porta fechada, durante três horas, para prestar esclarecimento aos deputados sobre o furto de material de guerra na base de Tancos, Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém.

 

Fontes presentes na reunião contactadas pela Lusa adiantaram que o general confirmou a exoneração dos cinco comandantes responsáveis por indicar, rotativamente, efectivos para a segurança das instalações e assumiu que não foi uma decisão consensual.

 

Assumindo que a figura da exoneração temporária não está prevista juridicamente, o general assumiu a decisão como um acto de comando que melhor protege os comandantes e o que assegura mais transparência nas averiguações.

 

Segundo as mesmas fontes, o general apontou falta de supervisão, falhas na análise de relatórios, deficiências nas rondas no perímetro dos paióis e faltas no cumprimento de directrizes, falhas que atribuiu às estruturas responsáveis por garantir a segurança dos paióis.

 

Segundo vários deputados presentes na reunião, o general terá assumido a responsabilidade do Exército pelas falhas e nunca colocou a responsabilidade no plano político.

 

Outro deputado disse à Lusa que Rovisco Duarte defendeu que o número de efectivos previsto no plano montado para a segurança era considerado suficiente.

 

Segundo a RTP, depois da audição do comandante máximo do Exército, a Associação Nacional de Sargentos manifestou estupefacção e preocupação com as palavras do Chefe de Estado-Maior do Exército. António Lima Coelho considera que "algo não bate certo".

 

O Exército anunciou há uma semana que foi detectada a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', com o furto granadas, explosivos, entre outro material de guerra.

 

O chefe do Estado-Maior do Exército já tinha reconhecido, em declarações à SIC, que quem roubou o material de guerra do quartel de Tancos tinha "conhecimento do conteúdo dos paióis" e admitiu a possibilidade de fuga de informação.

 

Além da investigação conduzida pela Polícia Judiciária Militar e pela Polícia Judiciária, está decorrer um inquérito no Exército para apuramento de eventuais responsabilidades.

 

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, vai ser ouvido sexta-feira sobre o mesmo tema, numa audição que será aberta aos jornalistas.

 




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mais votado Anónimo 07.07.2017

O que é preciso é que a folha salarial e de benefícios não pare de crescer. Investir em modernos e adequados bens de capital é secundário.

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Camaradaverao75 07.07.2017

Ainda bem que os militares e o povo português que não segue cegamente ideologias não são macacos, burros ou camelos. Temos direito à indignação.

jonebegood 07.07.2017

esta tudo bem daqui uns dias já não ouve falar mais disto, como aconteceu com o furto das armas da PSP,o mesma situação da carregueira alguém soube de mais alguma coisa? nada e a culpa morre solteira, isto juntando a situação da sobrefacturação de bens alimentares,é tudo gente séria....

Camaradaverao75 07.07.2017

Julgo que a RTP com o seu sentido de oportunidade vai aproveitar este tema para um programa prós/contras " faz sentido forças militares em portugal?"

Anónimo 07.07.2017

Até os macacos sabem qual é o seu lugar: cada qual no seu galho e por ele respondem... Se se demitem dos seus deveres e responsabilidades , não há volta a dar...

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