Américas Genro de Trump confirma contactos com russos mas garante que “não conspirou”

Genro de Trump confirma contactos com russos mas garante que “não conspirou”

Jared Kushner, marido de Ivanka Trump, assume que teve quatro contactos com russos durante a campanha presidencial e após as eleições. Mas assegura: “Não entrei em conluio, nem sei de ninguém da campanha que tenha estado em conluio, com qualquer governo estrangeiro”.
Genro de Trump confirma contactos com russos mas garante que “não conspirou”
Reuters
Negócios com Bloomberg 24 de julho de 2017 às 13:29

O genro de Donald Trump, Jared Kushner (na foto com o sogro e com a mulher), e actual conselheiro do presidente dos Estados Unidos, assume que participou em encontros com personalidades russas. Concretamente, Jared Kushner confirmou que participou em quatro contactos com personalidades russas durante a campanha eleitoral para as presidenciais nos Estados Unidos e após o acto eleitoral, de acordo com a Bloomberg, que cita o comunicado preparado por Kushner para a entrevista no Senado norte-americano.

Os encontros foram, descreveu o genro do presidente dos EUA, pouco memoráveis e assegura que não esteve a conspirar com o governo de Moscovo para ajudar Trump a vencer as eleições. Um dos encontros mantidos por Kushner foi com um banqueiro russo Sergey Gorkov, a 13 de Dezembro, a pedido do embaixador russo nos EUA.

"Não estive em conluio, nem sei de ninguém da campanha que tenha estado em conluio, com qualquer governo estrangeiro", garante no comunicado. "Não tive contactos impróprios. Não fui apoiado por fundos russos para financiar as minhas actividades empresariais no sector privado", acrescentou.

Jared Kushner refere ainda no seu comunicado que, durante o encontro com o banqueiro russo Sergey Gorkov, líder do banco público e aliado do presidente Putin, não foram debatidas as sanções aplicadas pelos EUA a Moscovo em consequência da anexação da Crimeia. O banqueiro deu-lhe uma peça de arte e um saco com terra da aldeia de onde são naturais os avós de Kushner, na Bielorússia.

O Senado está a investigar se houve interferência russa na campanha eleitoral para as presidenciais americanas do ano passado, incluindo se a campanha de Trump esteve a conspirar com entidades ligadas ao governo russo para que Trump vencesse o escrutínio.




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