Política Gentiloni reúne-se com o presidente e fala em campanha eleitoral "iminente" em Itália

Gentiloni reúne-se com o presidente e fala em campanha eleitoral "iminente" em Itália

O presidente italiano deverá dissolver o Parlamento esta quinta-feira, antes de serem convocadas eleições. A data apontada é 4 de Março.
Gentiloni reúne-se com o presidente e fala em campanha eleitoral "iminente" em Itália
Rita Faria 28 de dezembro de 2017 às 13:10

O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, vai reunir-se esta quinta-feira, 28 de Dezembro, à tarde com o presidente do país, Sergio Mattarella, preparando terreno para a realização das eleições legislativas no início de Março.  

Segundo fontes oficiais, citadas pela Bloomberg, Mattarella irá dissolver formalmente o Parlamento, através de um decreto que encerrará as sessões legislativas em ambas as câmaras (Câmara dos Deputados e Senado). A data das eleições também deverá ser definida hoje pelo governo, mas a imprensa internacional adianta já que terão lugar a 4 de Março.

Em Itália, o fim de um governo é feito através de um decreto assinado pelo presidente e pelo primeiro-ministro, com este último a manter-se como líder de um governo de gestão até à realização das eleições.

Esta manhã, na habitual conferência de imprensa de final do ano, em Roma, Gentiloni confirmou que a campanha eleitoral em Itália está "iminente".

O primeiro-ministro congratulou-se ainda como o facto de Itália ter conseguido evitar "um fim abrupto" da actual legislatura "num momento muito delicado em que a economia e a sociedade em geral estão a lamber as suas feridas depois de uma longa recessão".

A ameaça do "parlamento suspenso"

A pouco mais de dois meses das eleições legislativas, há muitas dúvidas sobre o futuro político de Itália, mas desenha-se já uma certeza: nenhum partido deverá alcançar maioria absoluta, o que resultará no chamado "parlamento suspenso" (hung parliament).

De acordo com a Bloomberg, as sondagens mostram o Movimento 5 Estrelas, que propôs um referendo sobre o euro, taco-a-taco com o Partido Democrático, mas ambos longe da maioria.

"É praticamente certo que não teremos uma maioria clara", disse Sergio Fabbrini, da Universidade Luiss, em Roma, citado pela agência noticiosa. "As conversações para verificar se se pode formar uma nova maioria podem durar até ao verão. Na Alemanha, prolongam-se há muito tempo".

O anti-sistema Movimento 5 Estrelas, liderado por Luigi Di Maio, quer que Mattarella lhe dê um mandato para tentar formar governo se ganhar a maioria dos votos. No entanto, sempre afastou a possibilidade de se juntar a um governo de coligação, dizendo que, em vez disso, procuraria apoio para o seu programa de todas as forças políticas.

"Se conseguirmos 40% dos votos, podemos governar sozinhos", afirmou Luigi Di Maio, em entrevista à Radio Capital, em Setembro. "Se não, vou fazer um apelo público às outras forças políticas, apresentando o nosso programa e a nossa equipa".

Contudo, Mattarella não tem a obrigação de dar um mandato ao líder da força política que recolher a maior parte dos votos. Primeiro, o presidente pode procurar saber se os partidos concordam com uma coligação com assentos suficientes para governar, informou fonte oficial. As opções de Mattarella também incluem a renomeação de Gentiloni para liderar um novo governo até à realização de novas eleições.





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