União Europeia Georgieva já retomou cargo de vice-presidente da Comissão Europeia

Georgieva já retomou cargo de vice-presidente da Comissão Europeia

A agora ex-candidata búlgara à liderança das Nações Unidas reassumiu a vice-presidência da Comissão Europeia depois do mau resultado alcançado esta quarta-feira na votação informal levada a cabo pelo Conselho de Segurança da ONU.
Georgieva já retomou cargo de vice-presidente da Comissão Europeia
Reuters
Negócios com Lusa 06 de Outubro de 2016 às 12:43
A búlgara Kristalina Georgieva, que na semana passada solicitou licença sem vencimento à Comissão Europeia para concorrer à liderança das Nações Unidas (ONU), já retomou esta quinta-feira, 6 de Outubro, o seu cargo de vice-presidente do executivo comunitário responsável pelo Orçamento.

Na conferência de imprensa diária da Comissão, o porta-voz Alexander Winbterstein confirmou que "sim, (Georgieva) já está de volta aqui ao Berlaymont [sede do executivo comunitário em Bruxelas] desde hoje".

A comissária búlgara regressada reassumiu assim a vice-presidência da Comissão logo no dia seguinte a ter registado um mau resultado na votação informal (a primeira em que participou num total de seis já levadas a cabo no seio do Conselho de Segurança da ONU) que decorreu esta quarta-feira, em Nova Iorque, cidade onde está sediada a ONU. A búlgara recebeu apenas cinco votos de "encorajamento", dois "sem opinião" e oito de "desencorajamento", sendo que dois destes foram feitos por países com assento permanente no CS da ONU, o que lhes confere direito de veto.

Numa candidatura de última hora promovida pela Alemanha, pelo Partido Popular Europeu (PPE) e pelo próprio Governo da Bulgária, que retirou mesmo o apoio à outra candidata búlgara presente na corrida, Irina Bokova, directora-geral da UNICEF, Kristalina Georgieva acabou por obter uma das piores votações, ficando bastante aquém do resultado alcançado por António Guterres, o único candidato a não receber votos desfavoráveis. O regresso à Comissão representa desde já a assunção de derrota de Georgieva. 

A licença de vencimento de um mês solicitada pela comissária búlgara a 28 de Setembro, e concedida pelo presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, durou assim apenas uma semana, na sequência da votação de quarta-feira do Conselho de Segurança, que ditou uma vitória clara de António Guterres para o cargo de secretário-geral da organização.

Questionado na conferência de imprensa sobre se, depois de a vice-presidente ter sido "vencida por um candidato português" na corrida à liderança da ONU, Portugal pode esperar imparcialidade nas negociações sobre o Orçamento da UE para o próximo ano, o porta-voz da Comissão, perante o riso de muitos jornalistas, sublinhou que o processo de eleição do secretário-geral das Nações Unidas não era uma luta a dois entre Guterres e Georgieva.

"Não se trata de um processo de uma pessoa vencer outra. Houve um processo de selecção sem precedentes em termos de transparência para a escolha do secretário-geral da ONU. Havia vários candidatos muito qualificados, diversos dos quais da Europa, e o Conselho de Segurança decidiu apoiar e nomear António Guterres. Não é um concurso de um contra outro, é um processo de selecção", disse.

O antigo primeiro-ministro português António Guterres foi na quarta-feira indicado como favorito para secretário-geral da ONU pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.

O Conselho de Segurança anunciou na quarta-feira que o português era o "vencedor claro" da sexta votação informal, recebendo 13 votos de encorajamento e duas abstenções, uma das quais de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, com direito de veto.

Este órgão, com poder de veto, deverá aprovar hoje uma votação formal a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.



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comentários mais recentes
António Cerdeira Pires Há 3 semanas

Quem quer tudo, tudo consegue. Deve ser um novo ditado de um país muito politizado.

Kaifa Quaresma Há 3 semanas

Desta vez, a sacanagem não resultou e o apoio da Merkel, valeu ZERO.

Teresa Ardérius Há 3 semanas

Que papel????

Rui Filipe Há 3 semanas

Tentou não deu voltou.

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