Economia GNR “não encaminhou ninguém” para a estrada da morte

GNR “não encaminhou ninguém” para a estrada da morte

Os militares não só não encaminharam ninguém para a EB 236-1, como a partir da oito da noite, já com o incêndio a ser combatido, a estrada foi usada por uma viatura dos bombeiros e outra da GNR sem que tivesse sido dado alerta de perigo.
GNR “não encaminhou ninguém” para a estrada da morte
Reuters
Filomena Lança 09 de agosto de 2017 às 19:49
Do inquérito da GNR "não resulta que qualquer elemento desta força de segurança tenha encaminhado qualquer viatura" para a estrada nacional 236-1, onde morreram 30 pessoas na sequência do grande incêndio de Pedrógão Grande, afirmou esta quarta-feira, 9 de Agosto, a ministra da Administração Interna.

Constança Urbano de Sousa, que realizou uma conferencia de imprensa para apresentar as conclusões que o Governo já tem sobre os trágicos acontecimentos explicou que no dia do incêndios, "a partir das 20:00 esta estrada foi transitada, quer por uma viatura dos bombeiros, quer pela GNR, sem que tivesse sido dado qualquer alerta de perigo". Aliás, não foi sequer recebida "qualquer informação que apontasse para uma situação de risco, potencial ou efectivo, em circular pela via em causa".

Estas conclusões reforçam a ideia de que o fogo que apanhou os automobilistas na estrada foi totalmente inesperado, não havendo dados que sustentassem uma decisão de encerramento da via por parte das autoridades.

"Não foi sequer recebida qualquer informação que apontasse para uma situação de risco, potencial ou efectivo, em circular pela via em causa, quer por civis, quer pelas diferentes entidades no local", prosseguiu a ministra. E foi por essa razão, esclareceu, que "não foi ordenado o encerramento dessa via, seja a partir do Nó do IC8, seja no sentido contrário, a partir de Castanheira de Pera". Ou seja, aquela que acabaria conhecida como a "estrada da morte", esteve sempre aberta ao trânsito "até haver notícia dos trágicos e imprevisíveis acontecimentos". O acesso apenas seria encerrado já às 22:15, depois de serem descobertas as primeiras vítimas mortais. 

(Notícia actualizada às 20:30 com mais informação)



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comentários mais recentes
Anónimo 10.08.2017

É a vergonha total. Tenho vergonha de ter um governo assim no meu país. A ministra acabou de chamar mentirosas a todas as pessoas (foram várias) que referiram na altura que tinham sido encaminhadas para a estrada pela GNR. Haja respeito pelas 64 vitimas, crianças incluidas, já que estes politicos não têm respeito por si próprias.

mr 09.08.2017

Estes relatórios fazem-me lembrar os tempos da ditadura..

Anónimo 09.08.2017

Quem são os culpados? Olhem para a fotografia, aquilo não é uma estrada, é um túnel de árvores altamente inflamáveis. O que é que já fizeram em estradas nas mesmas condições? Eles falam falam mas eu não os vejo fazer nada.

Menoli 09.08.2017

Os gnres nunca fariam uma coisa dessas. Sò querem O BEM DO POVO.

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