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Goldman Sachs: BPI no top 10 do ranking dos bancos europeus mais solventes
03 Agosto 2012, 19:43 por Carla Pedro | cpedro@negocios.pt
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O banco norte-americano delineou o futuro cenário europeu, classificando os bancos da Zona Euro que menos impacto sofrerão com a harmonização dos critérios de supervisão na união monetária, após a análise de três critérios uniformes para todas as entidades: solvência, capacidade de liquidez e qualidade do crédito. Das 23 entidades para as quais dispunha de dados, o BPI surge na 9ª posição e o BCP na 19ª.
O Goldman Sachs elaborou um relatório com cerca de 50 páginas sobre a supervisão da banca na Zona Euro, tendo concluído que esta deverá trazer mais transparência e convergência no que diz respeito aos principais indicadores, mas advertindo que a unificação de critérios no euro seja levada a cabo o mais depressa possível e com a maior abrangência possível de bancos – e não apenas os de maior dimensão.

Da lista que o banco norte-americano elaborou, que resulta da homogeneização dos requisitos dos reguladores nacionais (que são ainda bastante diversos, dificultando as comparações), constam 23 bancos para os quais dispunha de toda a informação necessária, estando as entidades presididas por Fernando Ulrich e por Nuno Amado incluídas.

Após uma análise banco a banco – o BES faz parte, mas não havia informação disponível para o integrar no ranking – o Goldman apresenta aquele que deverá ser o futuro cenário financeiro quando estiverem harmonizados todos os critérios de supervisão na Zona Euro, tal como foi anunciado pelos líderes do Eurogrupo em Junho.

Assim, tendo em conta os indicadores de liquidez, qualidade do crédito e alavancagem, no topo do ranking surgem o Santander, Banco Popular e BBVA, o que dá algum fôlego a Espanha numa altura em que se encontra fortemente pressionada devido aos apuros financeiros. A completar o top 5 estão o Erste Bank e o Bankinter.

Os restantes cinco bancos constantes do top 10 do Goldman são, por ordem crescente, o Sabadel, Intesa Saopaolo, Commerzbank, Banco BPI e Société Génerale. Mais para o final do ranking, em 19º lugar, surge o BCP.

“Target” cortado para BES e BCP e aumentado para BPI

O Goldman procedeu também a alterações nos preços-alvo do BPI, BCP e BES, mantendo a recomendação dos três bancos em “neutral”.

Para as mudanças de “target”, o banco norte-americano justifica a evolução macroeconómica prevista para Portugal, as pressões para reconstituição da base de capital - de harmonia com os novos requisitos – e o risco político nos mercados bancários africanos.

Assim, das três entidades financeiras, o Goldman apenas subiu o “target” do BPI, de 0,49 para 0,65 euros, o que corresponde a um aumento de 33% e a um potencial de valorização de 30% face aos 0,50 euros a que fechou hoje.

Relativamente ao BCP e ao BES, os analistas do Goldman cortaram os seus preços-alvo em 20% e 17%, respectivamente. O banco dirigido por Nuno Amado passa a ter um “target” de 0,12 euros, contra 0,15 euros anteriormente. Apesar da descida, mantém-se o potencial de valorização, agora nos 30,4% face ao valor a que encerrou hoje (0,092 euros).

Para o BES, o preço-alvo é reduzido de 0,78 para 0,65 euros. Comparando com os 0,472 euros a que fechou na sessão de hoje, o potencial de subida é de 37,7%.

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