Política Governador de Nova Jérsia fechou as praias e foi a banhos numa delas

Governador de Nova Jérsia fechou as praias e foi a banhos numa delas

O Estado norte-americano de Nova Jérsia ainda não conseguiu aprovar o orçamento deste ano, pelo que foi proibida a utilização de espaços públicos. Mas o governador, Chris Christie, aproveitou para ir com a família até uma das praias que interditou ao público.
Governador de Nova Jérsia fechou as praias e foi a banhos numa delas
Negócios 03 de julho de 2017 às 22:10

O orçamento estadual de Nova Jérsia ainda não foi aprovado, pelo que o governador republicano deste Estado, Chris Christie, ordenou na passada sexta-feira o encerramento de todos os espaços públicos – como parques e praias –, o que fez com que muitos cidadãos que pensavam ir a banhos ou passear em jardins no fim-de-semana prolongado (de antecipação do 4 de Julho) tenham visto as suas pretensões goradas.

 

Mas acontece que Chris Christie foi tomar banhos de sol numa das praias que encerrou, o que está a gerar polémica. Uma fotografia publicada na rede social Twitter mostra o governador e familiares a desfrutarem de um dia de praia… sozinhos no areal.

 

A praia, na localidade de Berkeley Township, foi "ocupada" por Christie e pela família logo no segundo dia de vigência da proibição de aceder aos espaços públicos.


A acrescer, sublinha o El País, o governador – que foi aspirante a candidato republicano nas últimas eleições presidenciais dos EUA, que se realizaram a 8 de Novembro – utilizou uma residência de Verão que lhe é facilitada pelo Estado de Nova Jérsia.

A vice-governadora, Kim Guadagno, que é vista como a sucessora de Christie quando este terminar o seu mandato em Janeiro próximo, afirmou, citada pela imprensa local, que jamais lhe passaria pela cabeça ir a uma praia que estivesse interditada aos restantes contribuintes.

 

Cris Christie convocou para esta segunda-feira uma sessão especial da assembleia legislativa, controlada pelos democratas, para tentar desbloquear a situação do impasse financeiro decorrente da não aprovação do orçamento estadual.

 

Outro Estado onde isto acontece é o de Illinois, recorda o El País. Só que é uma situação que se estende já há três anos, pelo que aquele Estado norte-americano corre o risco de em breve entrar na categoria de "lixo", junto das agências de rating.




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Anónimo Há 2 semanas

As cidades dos EUA que faliram concederam aos sindicatos de várias classes profissionais do município o equivalente ao que as regras laborais no país da constituição do PREC oferece como direito adquirido a toda e gente. Por isso acabaram por falir como só os tolinhos sabem fazer e defendem. Mas depois, e há sempre um antes e um depois, cortaram forte nos privilégios irrealistas que antes tinham tido a audácia de má memória de conceder. Da polícia aos bombeiros passando pelos serviços administrativos da câmara municipal, ninguém ficou sem corte de salário, bónus e pensões de reforma e os despedimentos também andaram na ordem do dia que os colaboradores eram mais do que aquilo que a procura e a tecnologia existente podiam justificar. Outras cidades, antes mesmo de falirem, perderam a tolice e começaram a ganhar juizinho seguindo o exemplo da reestruturação de Detroit ou Vallejo (cortes nas generosas pensões e nos efectivos em excesso). E é por isso que a coisa ficou resolvida por ali.

Anónimo Há 2 semanas

Olhem que em Detroit, Vallejo e outros municípios dos EUA a falência originou cortes nas pensões de reforma e despedimentos de excedentários... Em Porto Rico vai pelo mesmo caminho. Grécia e Portugal são os senhores (drs) que se seguem. A verdade vem sempre ao de cima. Não vale a pena tentar tapar o sol com uma peneira. Resta saber por mais quanto tempo os agentes económicos sérios, honrados e inocentes irão continuar a ser extorquidos e pilhados pela casta dos prevaricadores.

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