Política Governo admite 30 km/hora nas localidades e carta obrigatória para motas

Governo admite 30 km/hora nas localidades e carta obrigatória para motas

O Governo está a estudar um conjunto de alterações às regras de circulação. Velocidade mais baixa nas zonas urbanas e inspecção e carta obrigatória para motociclistas estão no pacote, adiantou o ministro da Administração Interna à Antena 1. Em cima da mesa está também a possibilidade de se exigir carta para motas, mesmo para quem já tem carta de ligeiros.
Governo admite 30 km/hora nas localidades e carta obrigatória para motas
Bruno Simão/Negócios
Negócios 12 de janeiro de 2018 às 08:47

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, vai propor uma redução da velocidade de circulação nas zonas urbanas para os 30 quilómetros por hora. Para os motociclistas, a carta deverá passar a ser obrigatória, mesmo para quem já tem carta de ligeiros, assim como uma inspecção periódica aos veículos.

 

Numa entrevista à Antena 1 que será transmitida na íntegra no próximo Sábado, Eduardo Cabrita enquadra as medidas como uma reacção aos números de atropelamentos, que considera "absolutamente inaceitável".

 

As estatísticas da sinistralidade rodoviária apontam para a existência de 500 mortos nas estradas em 2017, sendo que, entre estes, há um numero significativo de mortos por atropelamento nas zonas urbanas, especifica Eduardo Cabrita. A solução encontrada pelo governo passa por generalizar às zonas urbanas o limite de velocidade de 30 quilómetros por hora que já existe em alguns bairros e impor maior controlo aos motociclos.

Nesta frente são apontadas duas áreas de intervenção: por um lado a inspecção, por outro a formação. Segundo o ministro, os motociclos terão também de sujeitar-se a "mecanismos de inspecção", tal como acontece com os carros; e, além disso, "temos de repensar o que foi uma decisão que [na altura] suscitou as maiores dúvidas que é a dispensa de qualquer formação, para quem tendo uma carta de ligeiros e compre uma mota de 125 centímetros cúbicos".

O ministro diz que provavelmente não se justifica exigir um novo exame de código, mas recorda que "as condições de circulação num motociclo são claramente diferentes das que temos num automóvel ligeiro".




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