Economia Governo admite baixar portagens nas estradas do interior

Governo admite baixar portagens nas estradas do interior

O novo ministro Pedro Siza Vieira está no Parlamento a falar do Orçamento para 2018. O governante quer atrair investimento para o interior do país.
Governo admite baixar portagens nas estradas do interior
Bruno Simão
Marta Moitinho Oliveira 16 de novembro de 2017 às 11:08

O Governo admite baixar os preços das portagens no interior como forma de tornar estas regiões mais atractivas. O anúncio foi feito pelo novo ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira.  

"
Nenhum instrumento será descartado" para conseguir dar mais coesão ao território nacional, disse Siza Vieira, no Parlamento, onde apresenta o Orçamento do seu ministério para 2018. "Nem a revisão das portagens nas vias rodoviárias do interior será descartada", concretizou, abrindo ainda a porta à utilização de instrumentos fiscais que permitam fixar o investimento e as pessoas no interior, bem como a "relocalização" de serviços públicos no interior, atendendo às características dos próprios territórios e à adequação das funções do Estado às características destes.

A aprovação do próximo quadro comunitário de apoio é também outro dos instrumentos que o Governo quer usar para valorizar o interior. 

Na mesma audição no Parlamento, o ministro acrescentou que o Governo já baixou os preços das portagens no interior mas que este é um trabalho que tem de continuar.

"Este Governo já levou a cabo uma redução das portagens de 15% no interior", disse o governante frisando que esta é uma possibilidade para "empresas localizadas nas regiões" de "serviço de transporte de mercadorias". 

"Temos de inserir o território do interior nas cadeias de logística", disse. "Este caminho vai continuar a prosseguir."

"O governo equaciona a continuação da revisão das portagens. Não descarta essa revisão no contexto de eliminação do custo de contexto à fixação no interior", disse mais tarde em resposta às várias perguntas dos deputados, mas sem querer acrescentar qualquer detalhe adicional. 


O ministro defendeu que "o problema do abandono do interior já não é só um problema de alguns", mas admitiu que seria "ingénuo" pensar que entrando a meio da legislatura conseguirá ver resultados.

Ainda assim, o governante não quer ficar parado e vê no que aconteceu este ano com a tragédia dos incêndios uma oportunidade para ir mais além. "A consciência nacional oferece uma oportunidade. De nos mobilizar desde que consigamos transformar esta inquietação em acção."


As questões relacionadas com o interior foi abordada pelo ministro que, apesar de não ter pasta, está responsável pelo Plano Nacional para a Coesão Territorial.

Siza Vieira defendeu que a receita para o sucesso do interior não pode ser igual para todos os territórios e que devem ser tidas em conta as diferenças. 

Para o ministro, tudo começa com a atracção de investimento. Só este cria emprego, que fixa pessoas e justifica serviços públicos. 

E, por isso, na próxima semana, no dia 24 de Novembro, a AICEP "irá promover uma reunião em Santa Comba Dão [no distrito de Viseu] para preparar um dossiê para apresentar a investidores estrangeiros", anunciou. 

"É muito tentador num contexto de reforma do Estado avaliar a procura dos serviços públicos e chegar a uma conclusão que a falta de procura não justifica os serviços", disse o ministro para justificar a necessidade de inverter o ciclo de saída das pessoas destes territórios. "Há argumentos bons para fazer regressar as pessoas à terra."

 
(Notícia actualizada com mais declarações do ministro adjunto)




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Compete ao ministro adjunto opinar sobre portagens Há 4 semanas

Este Ministro adjunto tem competencia para opinar sobre portagens e discriminação entre elas ? e depois quem paga a fatura (indemnizações e compensações) são outros ministros ? ou o socretino não consegue estar calado ?

Mr.Tuga Há 4 semanas

Mais um pacóvio com a ladainha de esquerdalha! Que é feito do utilizador pagador?!
Como vai a IP diminuir divida e fazer investimento com redução de portagens!?
Como vão pagar as concessionarias....
Sempre tudo ao contrario.

OPA ao BCP = TOP SECRET Há 4 semanas


á uma coisa que eu NÂO ENTENDO então se a FOSUN vai ficar com a parte da SONANGOL no MILENIUM BCP e depois OBRIGATORIAMENTE terá de LANÇAR uma OPA ao restante CAPITAL porque é que as AÇÕES não sobem e se APROXIMAM do valor da opa 0.75

estes shorts do BCP são COMUNISTAS Há 4 semanas


estes shorts do bcp são COMUNISTAS são daqueles que ATÉ comem as CRIANÇINHAS UHHHHHHHH que MEDO mas será que ninguém tem ai UM BALDE de ÁCIDO SULFURICO para eles deslargarem de vez o MILENIUM BCP é que já cheiram MAL

ver mais comentários
pub