Economia Governo afasta "definitivamente" aumento de impostos em 2014

Governo afasta "definitivamente" aumento de impostos em 2014

Ministro da Presidência do Conselho de Ministros afastou a possibilidade do Governo recorrer ao aumento do IVA para arrecadar a receita prevista com a convergência das pensões, que foi chumbada pelo Tribunal Constitucional.
Governo afasta "definitivamente" aumento de impostos em 2014

O Governo aprovou esta quinta-feira os contornos do Plano B para compensar os efeitos do chumbo do Governo à convergência dos sistemas de pensões, tendo decidido adoptar um conjunto de medidas com efeito temporário, que no entanto não passam pelo aumento do IVA, bem como de qualquer outro imposto ao longo deste ano.

 

Marques Guedes revelou esta quinta-feira que o Governo decidiu avançar com “medidas transitórias” que passam por alargar os cortes nas pensões, através da CES, e aumentar os descontos para a ADSE até encontrar a solução “duradoura” que o Tribunal Constitucional exigiu para aprovar alterações ao sistema de pensões.

 

O “IVA está definitivamente” excluído. O Governo “decidiu não optar pelo aumento de impostos”, uma vez que uma medida nesse sentido “faz perigar a recuperação económica”.  

 

Apesar de ter admitido que o cenário de aumento de impostos foi colocado em cima da mesa do Conselho de Ministros, que “analisou todas as hipóteses”, o ministro afirmou que o executivo “já tinha tomado a opção de não seguir pela via de impostos” para arrecadar os 390 milhões de euros em falta com o chumbo do TC.

 

Marque Guedes afirmou que “2013 deu razão a essa aposta do Governo” em não aumentar os impostos, sendo uma estratégia que “decididamente irá manter para 2014”. O ministro adiantou que os “sinais claros” de recuperação da economia “não podem ser feitos perigar”, de modo a colocar “tolher” essa recuperação.




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mais votado Anónimo 02.01.2014

A CES não é um imposto, é um roubo descarado!

comentários mais recentes
A única forma de não aumentar a idade da reforma/aposentação é reduzir o valor das pensões atualmente em pagamento. 03.01.2014


A realidade que hoje é conhecida de todos (embora alguns tentem a todo o custo escondê-la) mostra-nos que só recalculando todas as pensões atuais, de acordo com os anos de contribuição e os valores efetivamente descontados, pela formula já aprovada para os futuros pensionistas, os sistemas de pensões poderão ser sustentáveis e equitativos para as diferentes gerações.

Anónimo 03.01.2014

A inveja destas gerações mais novas que aqui se manifestam contra os velhotes é tão doentia, que hão-de morrer prematuramente, sem nunca verem um tusto das suas reformas!

ehehehehhheeh

Leis 03.01.2014


As pensões foram atribuídas ao abrigo de uma lei. Como todos sabemos as leis são alteradas inúmeras vezes, e esta não é excepção!

Anónimo 03.01.2014

NÃO AFASTA. LANÇA IMPOSTOS CONSTANTEMENTE E SEMPRE SOBRE OS MAIS DESPROTEGIDOS E QUE AO CONTRÁRIO DESTES COPOS DE LEITE AGAROTADOS NUNCA DESCONTARAM PARA NADA PORQUE NUNCA TRABALHARAM. MAS TENHO A CERTEZA QUE QUANDO CHEGAR A ALTURA, IRÃO TER UMA REFORMA SUPERIOR À DE MUITOS QUE FIZERAM OS SEUS DESCONTOS DURANTE OU MAIS DE 40 ANOS!!! PORQUE SERÁ?!?!?

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