Economia Governo ambiciona "forte competitividade externa" para Portugal na próxima década

Governo ambiciona "forte competitividade externa" para Portugal na próxima década

As opções estratégicas para Portugal na próxima década devem convergir para "uma forte competitividade externa ao lado de uma forte coesão interna", afirmou hoje o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, destacando a "ambição" do actual Governo.
Governo ambiciona "forte competitividade externa" para Portugal na próxima década
Miguel Baltazar
Lusa 22 de janeiro de 2018 às 19:09

"No que respeita a Portugal, consideramos que o desafio crítico, mesmo para a política de coesão nesta fase, é o desafio da competitividade, e pensamos que uma convergência duradoura, por uma década como ambicionamos, só se consegue fazer com uma forte competitividade externa ao lado de uma forte coesão interna", declarou o governante Pedro Marques, na reunião extraordinária do Conselho Regional de Lisboa e Vale do Tejo sobre o Portugal 2030, que decorreu em Lisboa.

 

De acordo com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, as propostas que a Comissão Europeia apresentou como perspectivas estratégicas para a próxima década foram "significativas" para que Portugal pudesse começar a posicionar-se para o próximo ciclo de programação, "nomeadamente porque está agora em curso um debate importante sobre a questão da possibilidade da criação de uma capacidade orçamental europeia".

 

"O destino possível dessa capacidade orçamental europeia, neste momento, parece fazer mais consenso, a nível europeu, o apoio ao investimento e à competitividade dos países europeus", adiantou Pedro Marques, acrescentando que Portugal está "confortável e preparado" para acompanhar esta evolução em direcção ao investimento e à competitividade dos países de coesão e da Europa em geral.

 

Na perspectiva do governante, esta capacidade orçamental da zona euro, se for aproximada da governação económica europeia e se, por isso, se desse sustentação a reformas económicas importantes para a competitividade dos países de coesão, "pode ser positiva para um país como Portugal", já que vai "olhar para as pessoas ou para os factores críticos de competitividade e não apenas para as partes do território que estão ou não em situação de coesão, e isso, talvez, permita uma estratégia mais integrada e mais ambiciosa de reforço dos factores de competitividade".

 

"Estamos preparados para abraçar esse desafio do orçamento europeu", reforçou Pedro Marques, explicando que o Governo não ficou satisfeito com as primeiras propostas da Comissão Europeia para os programas-piloto ainda neste quadro comunitário, pelo que se espera que "sejam mais ambiciosos" e que a Comissão Europeia ponha mais recursos mesmo nessas propostas-piloto que tem para este período de programação.

 

Sobre as opções estratégicas para Portugal na próxima década, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse que o Governo está preparado para apresentar à Europa, "se o país achar que é consensual", a estratégia que tem sido debatida relativamente ao futuro de Portugal e ao futuro da Europa.

 

"Neste primeiro trimestre, o desafio que lançamos às CCDR's [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] e aos Conselhos Regionais é o de pensarmos a estratégia e, num certo sentido, declinar para o território regional", lembrou o governante, referindo que, após a fase de discussão da estratégia para a região, será feita de seguida, "ainda este ano, certamente", a discussão da governança quer dos fundos comunitários quer da governança territorial.

 

Na visão estratégica de uma forte competitividade, o Governo quer fazer incidir grande parte do esforço na vertente da inovação, nomeadamente nas empresas, na administração pública e na qualificação dos recursos humanos.

 

"Consideramos também que é muito importante que, no centro desta nossa política, estejam as pessoas, na perspectiva da coesão e da produção da igualdade efectiva", advogou Pedro Marques, defendendo ainda "mais sustentabilidade demográfica" e um aproveitamento eficiente dos recursos, nomeadamente os recursos do mar, da agricultura e das florestas.

 

Neste âmbito, o Governo quer projectar uma sociedade europeia mais competitiva, mais inovadora, mais sustentável e mais coesa, frisou o ministro, acreditando que Portugal, nomeadamente a região de Lisboa e Vale do Tejo, está "em boas condições para arrancar para a tal década de convergência", designadamente em termos económicos com a saída da crise na zona euro.




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General Ciresp Há 4 semanas

Sejamos sinceros q utilidade tem um merdas deste no pais.Haja o q houver este simples nunca tem de prestar responsabilidades ao pais.Ele na gerigonca comparo-o a um sinal STOP no fim dum caminho.PORRA,PORRA e logo num pais teso e caloteiro.