Economia Governo analisa sustentabilidade da Segurança Social com a troika

Governo analisa sustentabilidade da Segurança Social com a troika

O Executivo vai reflectir "sobre a sustentabilidade da segurança social tendo em vista a revisão da abordagem actual". Esta análise vai ser revelada na próxima análise ao programa de ajustamento, que vai decorrer em Maio.
Sara Antunes 30 de abril de 2012 às 21:44
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar tinha deixado a mensagem. A Segurança Social precisa de monitorização e de uma análise cautelosa, tudo porque as contribuições para a Segurança Social estão a diminuir, ao mesmo tempo que os encargos, nomeadamente com os subsídios de desemprego, estão a crescer.

O Governo assume assim, no Documento de Estratégia Orçamental, que, “em termos dos riscos de origem interna, uma das preocupações principais tem a ver com a evolução do desemprego e as suas consequências para a execução orçamental da segurança social.”

“Este é um assunto muito importante que merece a maior atenção e prioridade por parte dos decisores de política”, alerta o Executivo.

E é “neste contexto” que “irá ser desencadeado um processo de reflexão sobre a sustentabilidade da segurança social tendo em vista a revisão da abordagem actual, prevendo-se resultados no final do quarto exame regular” da troika. A próxima avaliação vai decorrer em Maio.

A Segurança Social está a passar por uma fase conturbada. De forma a reduzir os encargos, o Governo já proibiu reformas antecipadas no sector privado. Isto porque se as reformas antecipadas continuarem a aumentar, os encargos com as pensões disparam. Ao mesmo tempo que as contribuições diminuem. Esta medida visa aliviar os encargos da Segurança Social.

O ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares (na foto), está a tentar implementar alterações na Segurança Social. Uma das medidas propostas seria o plafonamento das pensões, o que significa que os contribuintes poderiam optar, a partir de um determinado valor, desviar parte dos seus descontos para um sistema privado. Uma medida que tinha como objectivo reduzir os encargos do Estado com pensões. Mas isto a longo prazo. Porque a curto, significaria menos receita para os cofres estatais. É por isso que, por enquanto, esta medida estará afastada.

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comentários mais recentes
fernandes barata Há 3 semanas

Claro que se continuam a fazer despedir mais pessoas e se tiram dinheiro para tapar buracos, nem a Troika os ajuda. A solução é meterem no Governo gente séria que saiba trabalhar, ao invés de gente que vai só para se notabilizar e abichar qualquer coisinha... que ande a geito. TAMBÉM DÁ PARA GRANDES ALMOÇARADAS E PESSEIOS. (Viva a Democracia...de alguns).

COCAS Há 3 semanas

Deveria ser este o título por corresponder à verdade. Portugal entrou numa espiral financeira suícida. Temos um 1º (qualquer coisa) e, restante corja que se transformaram em doentes patológicamente alarmistas (no mau sentido) ser cauteloso não implica ser criminosamente ALARMISTA. quando se entra nesse tipo de patologia. o que resta é o suícidio colectivo de um povo.

Anónimo Há 3 semanas

A Troika bem podia interpelar o Governo e perguntar como é possível que se cobrem Impostos sobre contribuições em Portugal, coisa que por norma só sucede em países socialistas radicais. E no entanto é esta a herança do PS tão acarinhada por este governo dito "liberal" em relacção aos trabalhadores independentes.

C Teixeira Há 3 semanas

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
Gabinete da Ministra
Despacho n.º 1210/2012
1 — Nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 2.º do Decreto -Lei
n.º 262/88, de 23 de julho, nomeio o licenciado Ricardo José Galo Negrão
dos Santos, para realizar estudos, trabalhos e prestar conselho técnico ao
meu Gabinete no âmbito da área da informática e das novas tecnologias,
pelo período de um ano, renovável automática e tacitamente por iguais
períodos, podendo a presente nomeação ser revogada a todo o tempo.
2 — Ao nomeado é atribuída a remuneração mensal correspondente a
€ 3892,82, acrescida dos subsídios de férias e de Natal de igual montante,
subsídio de refeição, bem como das despesas de representação fixadas
para os adjuntos dos gabinetes dos membros do Governo.
O presente despacho produz efeitos a 1 de janeiro de 2012.
19 de janeiro de 2012. — A Ministra da Justiça, Paula Maria von
Hafe Teixeira da Cruz.
205646465

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