Economia Governo aprova 11 investimentos que criam 700 postos de trabalho

Governo aprova 11 investimentos que criam 700 postos de trabalho

Os 11 novos investimentos resultam num valor global de 280 milhões de euros, havendo 34 milhões elegíveis para incentivos fiscais. Sete dos 11 investimentos têm origem no estrangeiro. Conheça os 11 projectos.
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Diogo Cavaleiro 14 de junho de 2013 às 14:11

A criação de 700 postos de trabalho e a manutenção de 4.387 empregos é o resultado, em termos laborais, dos 11 contratos de investimentos aprovados na quinta-feira pelo Governo, no valor global de 280 milhões de euros.

 

As 11 minutas de contratos de investimento, com objectivos e compromissos dos investimentos, foram aprovadas na quinta-feira na reunião do conselho de ministros, sendo que os números foram anunciados esta sexta-feira, 14 de Junho, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.  

 

“São investimentos que reforçam a capacidade industrial de Portugal ou trazem para o País capacidades industriais novas”, indicou Portas na conferência de imprensa, sem adiantar as empresas responsáveis pelos investimentos. A identidade dos 11 projectos foi divulgada num comunicado enviado às redacções.

 

No seu todo, as empresas irão criar os referidos 700 empregos e comprometem-se a manter 4.387 postos de trabalho, em que o valor do investimento global é de 280 milhões de euros.

 

O governante referiu que a aeronáutica, os produtos médicos, a indústria de embalagens, o vidro, a mineração, as componentes automóveis e os têxteis são sectores que saem reforçados com estes investimentos.

 

O ministro também quis especificar que os “investimentos são bem distribuídos no terreno” porque, disse, “o Sol, quando nasce, é para todos”. “Não há razão para que o investimento fique apenas no litoral”, acrescentou, dizendo que a grande maioria até fica no interior. Os concelhos elegíveis para este trabalho são Campo Maior, Paredes, Santo Tirso, Aljustrel, Marinha Grande, Gaia, Figueiró dos Vinhos, Vila Franca de Xira, Castro Verde e Famalicão.

 

Cada empresa compromete-se a determinado investimento, que resulta no valor global de 280 milhões de euros. Há um montante máximo elegível para incentivos fiscais na ordem dos 34 milhões de euros a que se podem candidatar, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

Sete de 11 investimentos são estrangeiros

 

Este investimento global em Portugal tem origem tanto em empresas do território nacional como de vindas do estrangeiro. Sete dos 11 investimentos são de empresas estrangeiras “que decidiram investir em Portugal aqui e agora”. Brasil, Canadá, Espanha, Alemanha e Estados Unidos, “entre outros”, são os mercados de origem anunciados por Portas.

 

“Estes projectos de investimento foram analisados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E., e pelo IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, I.P., tendo ambos concluído pelo especial mérito e interesse dos investimentos para a economia nacional, reunindo as condições necessárias para a concessão dos incentivos fiscais legalmente previstos”, indicava o comunicado da reunião de conselho de ministros ontem emitido, em que se acrescentava o Conselho Interministerial de Coordenação dos Incentivos Fiscais ao Investimento (CICIFI) se decidiu no mesmo sentido.

 

Serão as agências a analisar se os contratos assinados serão cumpridos, nomeadamente no que diz respeito à criação e manutenção dos postos de trabalho.

 

Dando continuidade ao novo discurso do Governo, o de que é a altura para investir em Portugal, Paulo Portas recordou duas medidas implementadas no pacote fiscal de incentivo ao investimento, anunciado em Maio deste ano. No caso dos benefícios fiscais aos investimentos de natureza contratual, em que há uma negociação directa com as agências estatais, como estes 11, uma das medidas é a redução do valor de investimento mínimo exigido para aceder a estes benefícios, que passou para 3 milhões de euros face aos 5 milhões anteriormente obrigatórios. A outra é o estabelecimento de um prazo máximo de 60 dias úteis para que o benefício seja aprovado pelo Estado.

 

 
OS 11 PROJECTOS

1) BDP – Biodiânimca Dental Products

A empresa pretende criar uma unidade produtiva para fabricar produtos de odontologia e ortodontia, com o objectivo de posterior venda para mercados externos, sendo que o Brasil será o inicial. Serão criados 80 postos de trabalho em Figueiró dos Vinhos.

 

2)  CASFIL – Indústria de Plásticos

Em Santo Tirso, manter-se-ão 214 empregos e criar-se-ão outros 80 para a construção de uma nova unidade industrial dedicada ao fabrico de uma nova geração de filmes plásticos para embalagens flexíveis.

 

3) EPDM – Empresa de Perfuração e Desenvolvimento Mineiro

Uma nova unidade para prestar serviços de prospecção mineira em Aljustrel terá de criar 168 novos empregos.

 

4) Groz-Beckert Portuguesa

Serão produzidos três novos tipos de agulhas industriais de gama alta, a aplicar no sector têxtil, em Vila Nova de Gaia, contando-se, para iss,o com a permanência de 658 postos de trabalho e a criação de 15.

 

5) Gallovidro

Serão mantidos 301 empregos para a Gallovidro reconstruir, na Marinha Grande, um forno e modernizar as linhas de produção para o fabrico de embalagens de vidro.

 

6) Hutchison Borrachas de Portugal

O aumento da capacidade da unidade industrial justifica a criação de 87 novos postos de trabalho e a manutenção de outros 164, em Campo Maior.

 

7) Hutchison Porto – Tubos Flexíveis

A manutenção de 198 empregos e a geração de 40 novos postos de trabalho fazem parte do objectivo da empresa que irá construir uma nova unidade para fabricar tubos de borracha para a indústria automóvel.

 

8) OGMA – Indústria Aeuronáutica de Portugal

Em Vila Franca de Xira, haverá inovação nos processos da unidade já existente, o que justifica a permanência de 1.486 empregos, a que se juntar-se-ão 137 novos funcionários.

 

9) Somincor – Sociedade Mineira de Neves Corvo

Para a mina de Neves Corvo, em Castro Verde, será necessário criar 68 empregos, a que se acrescentam os 962 que se mantêm em funções, para completar o aumento da capacidade de produção da mina.

 

10) S.Roque – Máquinas e Tecnologias a laser

Em Famalicão, a capacidade de produção das máquinas de impressão têxtil será aumentada, o que criará mais 15 empregos e manterá outros 201.

 

11) Endutex – Revestimentos Têxteis

A introdução de uma nova linha de produção de processamento de matérias-primas pretende manter 203 postos de trabalho e gerar mais 10, em Santo Tirso.




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mais votado CONVERSA FIADA DE FEIRANTE. O PAULINHO DAS FEIRAS PENSA QUE ESTÁ NA FEIRA A ENGANAR CIGANOS. CRIOU 700 POSTOS DE TRABALHO E DESTRUIU MAIS DE 500.000. 15.06.2013

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joaquim cruz Há 6 dias

Acho muito bem que se criem postos de trabalho,para acabar de vez com este flagelo que só tem gerado miséria!.....
Espero contudo que passe a existir controlo apertado na aplicação dos fundos e exigência no cumprimento dos compromissos assumidos.

inguias 16.06.2013

Estranho, mas isto não é assunto do ministério da Economia? Porque não foi anunciado pelo respectivo ministro?

donnisinnod 15.06.2013

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