Economia Governo assume como "prioridade absoluta" limpeza do mato até Maio

Governo assume como "prioridade absoluta" limpeza do mato até Maio

No final do Conselho de Ministros, o ministro da Administração Interna assumiu como "prioridade absoluta" do Governo garantir a limpeza dos matos esteja terminada até Maio.
Governo assume como "prioridade absoluta" limpeza do mato até Maio
Cofina Media
Lusa 18 de janeiro de 2018 às 17:32
O ministro da Administração Interna assumiu hoje como "prioridade absoluta" a limpeza do mato até Maio, uma responsabilidade que deve ser "de todos" os cidadãos, destacando o reforço no domínio da prevenção de incêndios florestais.

"Não deixaremos de fazer tudo para que, no domínio da prevenção, no domínio da preparação para um melhor combate, se faça este ano - como tem dito o senhor primeiro-ministro -- tudo aquilo para que nada seja como antes nesta matéria", declarou Eduardo Cabrita.

Na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, o governante disse que estão identificadas 19 áreas de maior risco de incêndios florestais, numa lista "que será subsequentemente divulgada a todos", assim como os municípios, as freguesias e as aldeias em que se verifica um maior risco.

"Para todos os cidadãos, a maior prioridade agora é a sensibilização para a prevenção", defendeu o tutelar da pasta da Administração Interna, indicando que deve existir um "esforço nacional" neste domínio para que, "com meios reforçados, previstos no Orçamento do Estado, se programe o combate e se prepare a transição para um modelo diferente, um modelo que permitirá sobretudo uma intervenção acrescida na área florestal".

Eduardo Cabrita lembrou que o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) consagra "instrumentos excepcionais", que vinculam os particulares e todo o sector público, particularmente as autarquias locais, para "limpar o mato até ao final de maio".

Sobre as verbas disponíveis no OE2018, o governante disse que está dotado de meios adequados para responder a todas as formas de reforço, "com base num mecanismo de dotação flexível".

"Estamos a falar de uma dotação flexível de 200 milhões de euros", avançou o ministro.

O responsável da pasta da Administração Interna referiu que está já em preparação "o reforço de 500 unidades de Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), no âmbito da Guarda Nacional Republicana (GNR), permitindo que os GIPS funcionem em todo o território nacional".

Neste âmbito, o Governo vai ainda avançar com "um reforço de 100 elementos do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA)", com "a constituição de 100 equipas de sapadores florestais, envolvendo 500 novos sapadores florestais" e com a discussão entre a Liga dos Bombeiros Portugueses sobre "as prioridades de 40 equipas de intervenção permanente".

Eduardo Cabrita referiu ainda que "a Estrutura de Missão vai contar já este ano com a bolsa de peritos", que depois apoiará as estruturas operacionais nas várias áreas de intervenção.

"Este reforço de meios humanos será reforçado, naturalmente, com as estruturas de suporte de equipamentos de protecção individual, viaturas e mecanismo de primeiro combate e combate ampliado", informou.

As responsabilidades de limpeza das florestas já estão consagradas na lei desde 2008, mas "o OE2018 veio criar mecanismo expeditos de intervenção", desde a dispensa de concurso público à dispensa de visto do Tribunal de Contas relativamente às contratações por entidades públicas para proceder à criação de faixas de protecção primária ou de faixas de protecção secundária ou para a criação de 500 quilómetros de zonas de novas faixas de protecção.

O OE2018 estabelece também a criação de linhas de crédito, que estarão à disposição de entidades privadas e públicas para a limpeza das áreas florestais.

"Estamos a falar de 15 milhões de euros para uma linha de crédito para os privados e de 50 milhões de euros para uma linha de crédito para os municípios na sua actividade subsidiária de limpeza de faixas secundárias", declarou o ministro da Administração Interna.

Os incêndios que deflagraram na zona de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, a 17 de junho, provocaram 66 mortos: a contabilização oficial assinalou 64 vítimas mortais, mas houve ainda registo de uma mulher que morreu atropelada ao fugir das chamas e uma outra que estava internada desde então, em Coimbra, acabou também por morrer.

Do incêndio resultaram ainda mais de 250 feridos.

Já as centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de Outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e dezenas de feridos. Esta foi a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande.

Tendo em conta outros incêndios no ano passado, registaram-se pelo menos 116 vítimas mortais em fogos de origem florestal.



A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
Anónimo 19.01.2018

Nos insendiarios nao se fala; sera` por serem os melhores apoiantes do governo geringonca? esta` algum preso pelos crimes cometidos o verao passado? Resumindo; leis feitas por criminosos, para proteger criminosos!

pub