Europa Governo britânico corta perspectivas de crescimento com Brexit no horizonte

Governo britânico corta perspectivas de crescimento com Brexit no horizonte

No dia em que entregou no parlamento britânico o Orçamento de Outono, o ministro das Finanças do Reino Unido revelou um corte nas perspectivas de crescimento económico para 2017 e também para os próximos anos.
Governo britânico corta perspectivas de crescimento com Brexit no horizonte
Reuters
David Santiago 22 de novembro de 2017 às 14:20

O Reino Unido vai crescer menos do que o até agora estimado em 2017 e nos anos vindouros. No dia em que apresentou no parlamento britânico o Orçamento do Outono, o ministro das Finanças do Reino Unido, Philip Hammond, revelou que o Gabinete de Controlo Orçamental estima que o PIB britânico cresça 1,5% em 2017, uma previsão que representa uma revisão em baixa face à estimativa feita em Março e que apontava para um crescimento económico de 2%.

 

Também as estimativas para o crescimento do PIB nos próximos anos foram revistas em baixa, com crescimentos agora previstos de 1,4% em 2018, de 1,3% em 2019 e 2020, de 1,5% em 2021 e de 1,6% em 2022.

 

Apesar destas novas previsões, o titular das Finanças britânicas fez questão de salientar que a economia do Reino Unido "vai continuar a crescer e a criar mais empregos do que alguma vez aconteceu no passado".

 


Se no Orçamento da Primavera o governo conservador chefiado por Theresa May reviu em alta as perspectivas económicas do Reino Unido, agora há uma clara revisão em baixa, num momento em que o país prepara a saída da União Europeia. Segundo Hammond, o documento hoje entregue no parlamento é "equilibrado" e apesar de prever aumentos da despesa em áreas como Saúde e Habitação, mantém a intenção de reduzir o défice orçamental.

 

Reconhecendo que o menor crescimento económico implicará menores receitas fiscais para os cofres britânicos, Philip Hammond fica agora limitado no que concerne às intenções dos conservadores.

 

Depois de em Junho ter perdido a maioria parlamentar em eleições desencadeadas numa tentativa de reforçar a sua posição inflexível em relação ao Brexit, a primeira-ministra Theresa May está sob pressão para apresentar um orçamento arrojado para o próximo ano.

 

Contudo, Hammond terá agora o trabalho dificultado para cortar impostos e apresentas medidas favoráveis a famílias e empresas.

 

Por outro lado, poderá também ser posto em causa o objectivo de fazer passar a economia britânica de deficitária para excedentária, meta definida para meados de 2020.Tendo em conta este contexto, o ministro das Finanças assumiu que nos próximos anos vai aumentar o endividamento do Estado.

 

Assim, a previsão relativa ao défice orçamental para o ano fiscal de 2021-2022 foi agora quase duplicada da anterior estimativa de 0,7% para 1,3%.

 
Hammond anunciou ainda que o governo britânico planeia colocar de parte 3 mil milhões de libras para preparar o Brexit, um montante que acresce aos 700 milhões de libras já investidos na economia britânica para amortecer o impacto da saída do bloco europeu, que se efectivará em 29 de Março de 2019.

 




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