Economia Governo central do Brasil regista maior défice da sua história num primeiro semestre do ano

Governo central do Brasil regista maior défice da sua história num primeiro semestre do ano

As contas do Governo do Brasil registaram um défice de 56 mil milhões de reais (15,2 mil milhões de euros) de Janeiro a Junho, o pior resultado desde 1997, quando começou a ser divulgado, informou o Tesouro Nacional.
Governo central do Brasil regista maior défice da sua história num primeiro semestre do ano
Reuters
Lusa 26 de julho de 2017 às 22:20

O défice primário, que engloba o Tesouro, o sistema de pagamento das reformas e o Banco Central do Brasil, considera apenas as receitas e despesas sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública.

 

Com este resultado, o Brasil entrou no terceiro ano seguido com contas negativas nos seis primeiros meses do ano.

 

O Tesouro Nacional brasileiro destacou que o principal factor que provocou o défice nas contas públicas foi o pagamento de 20,3 mil milhões de reais (5,5 mil milhões de euros) em precatórios (pagamentos devidos pelo Governo autorizados em decisão final dos tribunais do país) em Maio e Junho.

 

Este ano, o Tesouro brasileiro informou que decidiu antecipar o pagamento dos precatórios, tradicionalmente feito em Novembro e Dezembro. Sem esse efeito, o Tesouro Nacional informou que as contas do Governo brasileiro teriam um défice de 38 mil milhões de reais (10,3 mil milhões de euros) no primeiro semestre.

 

Também impulsionaram o défice primário a queda das receitas com impostos e o crescimento de despesas com pagamento de funcionários e das pensões do sistema de reformas.

 

Na comparação entre o primeiro semestre do ano e o mesmo período de 2016, as receitas do Governo central do Brasil caíram 2,7%, descontada a inflação oficial. Já as despesas totais cresceram 0,5% acima da inflação.