Orçamento do Estado Governo confirma abertura para criar complemento para reformas antecipadas

Governo confirma abertura para criar complemento para reformas antecipadas

O Bloco de Esquerda quis assegurar o compromisso público do ministro Vieira da Silva para melhorar as reformas de um grupo de cerca de 10 mil pensionistas.
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Marta Moitinho Oliveira 03 de novembro de 2017 às 16:40

O Governo confirmou esta sexta-feira trabalhar com o Bloco de Esquerda para encontrar uma solução que atenue os cortes nas reformas sofridos por cerca de 10 mil pensionistas a quem o Bloco de Esquerda chama de "lesados de Mota Soares". 

 possível tentar estudar uma solução para minimizar esses impactos", disse Vieira da Silva no Parlamento, no segundo dia de debate do Orçamento do Estado para 2018.

O ministro respondia a uma questão colocada pelo deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira que quis uma garantia pública do ministro do Trabalho. 

O governante reconheceu que existe um conjunto de pensionistas "muitos deles sem idade para aceder ao Complemento Solidário para Idosos" e que se reformaram em condições difíceis. Segundo números do Bloco de Esquerda serão cerca de 10 mil os pensionistas nesta situação. 

O sinal de que haveria abertura para negociar este dossier durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2018 tinha sido avançado esta semana pelo Público e pelo DN. 

"O que o BE está a preparar, conjuntamente com o Governo, é que os lesados de PSD e CDS, particularmente os lesados de Pedro Mota Soares [então ministro do Trabalho e Segurança Social] e do seu regime de reformas antecipadas, tenham um complemento de pensão capaz de retirar pessoas que, com uma carreira contributiva longa, estão num regime de miséria, com reformas na casa dos 200, 300 euros", afirmou Pedro Filipe Soares, citado pela Lusa.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

A economia portuguesa, subjugada às vontades de revolucionárias mentalidades reinantes presas a um passado tão longínquo que parece o de outro mundo e ao peculiar sistema político-legal em vigor que dali resultou, frontalmente anti-mercado, delirantemente marxista, obtusamente proteccionista, irresponsavelmente keynesiano, convenientemente neoludita e criminosamente corrupto, não consegue criar condições para atrair o melhor e mais adequado talento e capital disponível a cada momento no mercado de factores externo, nem tão pouco fixar o que cá vai sendo gerado. Os custos desta ignóbil imprudência, assente na extracção de valor e avessa à criação daquele, são sobejamente conhecidos. observador.pt/2017/11/02/economia-portuguesa-esta-presa-por-quatro-grandes-arames/

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Anónimo Há 2 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 2 semanas

A economia portuguesa, subjugada às vontades de revolucionárias mentalidades reinantes presas a um passado tão longínquo que parece o de outro mundo e ao peculiar sistema político-legal em vigor que dali resultou, frontalmente anti-mercado, delirantemente marxista, obtusamente proteccionista, irresponsavelmente keynesiano, convenientemente neoludita e criminosamente corrupto, não consegue criar condições para atrair o melhor e mais adequado talento e capital disponível a cada momento no mercado de factores externo, nem tão pouco fixar o que cá vai sendo gerado. Os custos desta ignóbil imprudência, assente na extracção de valor e avessa à criação daquele, são sobejamente conhecidos. observador.pt/2017/11/02/economia-portuguesa-esta-presa-por-quatro-grandes-arames/

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