Economia Governo cria empresa pública para gestão da floresta

Governo cria empresa pública para gestão da floresta

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, anunciou esta terça-feira a criação de uma empresa pública para a gestão da floresta, com cabimento no Orçamento do Estado para 2018.
Governo cria empresa pública para gestão da floresta
Miguel Baltazar
Lusa 14 de novembro de 2017 às 11:19
Na discussão na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), o ministro recordou as recentes aprovações das entidades de gestão florestal e dos incentivos para a gestão florestal e anunciou que se "pretende ir mais longe", pelo que o Governo "decidiu e, terá expressão no Orçamento, uma empresa pública para a gestão da floresta".

"Queremos que o Estado avance como exemplo e possa ter uma atitude mais proactiva e que poderá demonstrar à sociedade civil de como é possível gerir com os novos instrumentos", justificou.

O ministro precisou ainda que cerca de dez mil agricultores, "até há dois dias", manifestaram, nas direcções regionais, os prejuízos provocados pelos incêndios de Outubro, ou seja, "antes mesmo de abrirem as candidaturas" para apoios.

Até ao fim do mês decorrem as candidaturas para os pequenos agricultores e até 15 de Dezembro para os agricultores com prejuízos acima de 1.053.

Os prejuízos entre os 1.054 euros e os cinco mil euros serão suportados a 100%, enquanto entre os 5001 e 50 mil euros, a compensação será 85%, recordou Capoulas Santos, referindo até aos 400 mil será a 50%.

As medidas serão aplicadas retroactivamente aos incêndios de Julho, Agosto e de Setembro, notou ainda o governante, que sublinhou que não haverá nenhuma exigência de seguro.

Aos deputados, o ministro referiu ainda os apoios à alimentação animal e que, no âmbito do concurso de reestruturação da vinha, num montante 25 milhões de euros, serão cativados cinco milhões de euros para a recuperação das vinhas dos 41 municípios atingidos pelos incêndios.

Na quarta-feira será ainda iniciado o fornecimento de 70 toneladas de açúcar, através das associações de apicultores, para a alimentação de abelhas durante o Inverno.



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mais votado JCG Há 3 dias

Porque será que todas estas notícias e proclamações me suscitam enorme desconfiança (apesar do Capoulas até ser da minha terra)?
Esta é a gente dos esquemas, dos favorzinhos, do esqueleto gelatinoso, das decisões avulsas e em função de conveniências circunstanciais. É por isso que, e dado que muitas conveniências são contraditórias e conflituantes, os tipos às duas por três enrolam-se em contradições e conflitos de interesses ou então cai tudo num impasse, empurra-se para diante e os problemas serão cada vez maiores.

comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 3 dias

Na Galiza, que foi devastada com incêndios em Outubro, já se está a REFLORESTAR! A tratar as cinzas! Já se pagou indemnizações e ja se reconstrói....

Por cá, na POCILGA PESTILENTA da Europa e OCDE, fazem-se estudos que devem demorara 14 meses e criam-se empresas...
Descubra as diferenças....

Anónimo Há 3 dias

É pena a floresta continuar a ser vista e tratada do gabinete. Nem com o trabalho a ser feito noutros países fazem. Capoulas tem a obrigação de saber mais.

anonimo Há 3 dias

Tudo como dantes.Porque será que nada muda?Lá vem a criação de mais uma empresa para dar tachos a boys.Esta gente nunca aprende e parece que os portugueses também não, continuam a por o seu futuro nas mãos de políticos de treta.

O Secretário de Estado das Florestas ? Continua ? Há 3 dias

E vai dispensar a secretaria de estado das florestas ? ou passam a "controlar" o trabalho que não souberam fazer e agora "subcontratam" ISTO NÃO É PREMIAR A INCOMPETENCIA ?

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